Testes comprovarão suspeita de envenenamento em Arafat
Corpo do líder palestino foi exumado nesta segunda-feira do mausoléu onde estava enterrado em Ramalá, na Cisjordânia, por uma equipe de especialistas suíços, franceses e russos
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Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O corpo do líder palestino Yasser Arafat foi exumado nesta segunda-feira 26 do mausoléu onde estava enterrado em Ramalá, na Cisjordânia, por uma equipe de especialistas suíços, franceses e russos. A equipe fará testes para saber se a morte de Arafat, em Paris, em 2004, foi causada por envenenamento. Alguns palestinos suspeitam de contaminação por substância radioativa.
No começo do ano, cientistas suíços disseram ter encontrado elevado percentual de polônio (elemento químico radioativo) na roupa e em objetos pessoais de Yasser Arafat, levantando suspeitas para investigar a morte do líder. Arafat morreu, aos 75 anos, após sofrer um derrame cerebral e uma hemorragia provocados por infecção desconhecida.
Por 35 anos, Arafat foi líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Em 1994, ele se tornou presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP). A viúva de Arafat, Suha, pediu à Justiça autorização para a exumação do corpo do líder e também solicitou uma investigação internacional como a que foi feita sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafic Hariri, em um atentado em 2005, em Beirute.
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