Terremoto na Turquia e Síria completa uma semana e passa de 36 mil mortos

Segundo a ONU, tendência é que esperança de encontrar sobreviventes esteja chegando ao fim e número de vítimas deve dobrar

Destroços na Turquia
Destroços na Turquia (Foto: Reuters)


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Rede Brasil Atual - A tragédia do século, como vem sendo chamado o terremoto de 7,8 graus de magnitude que atingiu a Turquia e a Síria, completou uma semana na madrugada desta segunda-feira (13). O número de óbitos já ultrapassa os 36 mil, de acordo com dados oficiais dos dois países atualizados hoje. 

Na Turquia, 31.643 pessoas perderam a vida em decorrência do tremor no sul do país, informou a Autoridade de Gestão de Desastres e Emergências (Afad). Já na Síria, o número de mortos confirmados é de 4.475. Esse total inclui ao menos 3.160 vítimas dos territórios controlados pelos rebeldes, no noroeste do país, segundo a autoridade sanitária da região. Assim como mais 1.414 mortes nos locais controlados pelo governo de Bashar-Al-Assad, de acordo com a agência de notícias estatal Sana. 

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Ainda nesta segunda, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse que, a partir de agora, a tendência é que a busca por sobreviventes esteja chegando ao fim. O número de vítimas também pode “dobrar”, segundo a ONU. A entidade defendeu que, nessa fase, o foco deve ser voltar a garantir abrigo e condições básicas aos sobreviventes e desabrigados. 

Desastre de falhas humanas

Ainda assim, este domingo, passadas mais de 140 horas do terremoto, foi marcado por resgates surpreendentes. Na madrugada, por exemplo, uma menina de quatro anos e uma mulher foram resgatadas com vida após uma semana debaixo dos escombros. As populações dos dois países, contudo, vêm apontando falta de trabalhadores especializados nesse tipo de tarefa e cobram os responsáveis pela situação. Desde a tragédia, conforme reportou a RBA, o governo turco do presidente Recep Tayyip Erdogan é criticado pela resposta lenta e caótica. 

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A Justiça da Turquia anunciou, neste final de semana, que está iniciando processos judiciais contra 130 pessoas. Elas são acusadas de participar de incorporações de imóveis que foram construídos de forma ilegal e com má qualidade. Além de não terem observado nas construções as regras de engenharia poderiam torná-as mais resistentes a tremores de terra. 

Mais prisões são esperadas. Mas, elas também são vistas como uma tentativa de desviar a culpa das autoridades pelo desastre que já o mais letal na história do país em 80 anos. Até então, o terremoto de 1939, que matou cerca de 33 mil pessoas, era o maior registrado. Uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, exibida neste domingo (12), mostrou que, durante anos, especialistas alertaram que muitos novos edifícios na Turquia não eram seguros e estavam sendo erguidos em áreas propensas a terremotos. 

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A avaliação é que o desastre natural devastador, no dia 6, pode ter sido agravado por inúmeras falhas humanas. 

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