Tereza Cruvinel questiona valentia de Cameron

Colunista Tereza Cruvinel questiona a crítica feita pelo primeiro-ministro inglês David Cameron ao papa Francisco; Cameron considerou a liberdade de expressão um direito absoluto, que garantiria à imprensa inclusive a possibilidade de insultar religiões; "Na terra do valente Cameron, a mídia eletrônica é regulada pelo Office of Communications e a mídia impressa observa regras de auto-regulação. Depois das escutas telefônicas do jornal News of the World, passou a enfrentar cobranças da sociedade civil para que seja também subordinada a uma regulação estatutária mais severa. O que ele disse, em visita a Obama, não está de acordo nem com as normas nem com as tradições de seu país", afirma Tereza

Colunista Tereza Cruvinel questiona a crítica feita pelo primeiro-ministro inglês David Cameron ao papa Francisco; Cameron considerou a liberdade de expressão um direito absoluto, que garantiria à imprensa inclusive a possibilidade de insultar religiões; "Na terra do valente Cameron, a mídia eletrônica é regulada pelo Office of Communications e a mídia impressa observa regras de auto-regulação. Depois das escutas telefônicas do jornal News of the World, passou a enfrentar cobranças da sociedade civil para que seja também subordinada a uma regulação estatutária mais severa. O que ele disse, em visita a Obama, não está de acordo nem com as normas nem com as tradições de seu país", afirma Tereza
Colunista Tereza Cruvinel questiona a crítica feita pelo primeiro-ministro inglês David Cameron ao papa Francisco; Cameron considerou a liberdade de expressão um direito absoluto, que garantiria à imprensa inclusive a possibilidade de insultar religiões; "Na terra do valente Cameron, a mídia eletrônica é regulada pelo Office of Communications e a mídia impressa observa regras de auto-regulação. Depois das escutas telefônicas do jornal News of the World, passou a enfrentar cobranças da sociedade civil para que seja também subordinada a uma regulação estatutária mais severa. O que ele disse, em visita a Obama, não está de acordo nem com as normas nem com as tradições de seu país", afirma Tereza (Foto: Gisele Federicce)


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Por Tereza Cruvinel

Em entrevista à rede de TV americana CBS, o primeiro ministro britânico David Cameron criticou no domingo o Papa Francisco por ter dito que a liberdade de expressão é um direito fundamental mas não permite “insultos à fé dos outros”. Na Inglaterra de Cameron, entretanto, não há veículos  em cruzada contra Maomé e nenhum deles republicou as charges do Charlie Hebdo, como fizeram outros tantos mundo afora, que precederam os atentados de Paris.

Na terra do valente Cameron, a mídia eletrônica é regulada pelo Office of Communications e a mídia impressa observa regras de auto-regulação. Depois das escutas telefônicas do jornal News of the World, passou a enfrentar cobranças da sociedade civil para que seja também subordinada a uma regulação estatutária mais severa. O que ele disse, em visita a Obama, não está de acordo nem com as normas nem com as tradições de seu país.

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“Acredito que em uma sociedade livre há o direito de ser ofensivo com a religião dos outros. Eu sou cristão. Se alguém diz em algum momento algo ofensivo sobre Jesus posso achar ofensivo, mas em uma sociedade livre não tenho o direito de pedir vingança”

Sua obrigação como governante, disse ainda, não é dizer o que pode ou não ser publicado mas fazer com as leis sejam cumpridas. Certo. Dizer o que pode ou não ser publicado é censura. Outra coisa é fazer com que sejam observados os princípios legais e normativos, como os que existem em seu pais, onde não existe a tradição de ofender a fé dos outros. Nem a de acusar sem provas quem ainda não foi julgado.

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