Teerã acumula mais de 120 quilos de urânio enriquecido a 20%, muito acima do acordado no JCPOA

Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, criticou as potências ocidentais por não fornecerem o combustível enriquecido a 20% à República Islâmica

Instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã
Instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã (Foto: Reuters)


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Sputnik Brasil - Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI, na sigla em inglês), afirmou neste sábado (9) que a República Islâmica acumulou mais de 120 quilos de urânio enriquecido a 20%.

"Passamos dos 120 quilos [...] Temos mais do que esse número", disse ele em entrevista à televisão estatal.

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Eslami acrescentou que o povo iraniano sabe "bem que [as potências ocidentais] deveriam nos dar [ao Irã] combustível enriquecido a 20% para usar no reator de Teerã, mas não o fizeram [...] se nossos colegas não o fazem, naturalmente, teríamos problemas com a falta de combustível para o reator", explicou.

As observações de Mohammad Eslami chegam após ele reiterar, em entrevista exclusiva à Sputnik na semana passada, que o programa nuclear do Irã é "exclusivamente pacífico" e que Teerã enriquecerá urânio "de forma a evitar a passagem do nível permissível".

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O valor limite do enriquecimento de urânio para fins militares, incluindo a criação de armas nucleares, é de 90%. Em abril, o então presidente Hassan Rouhani afirmou que a nação persa era capaz de levar o nível de enriquecimento de urânio a essa porcentagem, mas não com o objetivo de obter uma bomba nuclear.

Em dezembro de 2020, o parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que obrigava o governo a refinar urânio a até pelo menos 20% de pureza, caso as sanções econômicas dos EUA não fossem levantadas. O documento estipula que o Irã deve produzir por ano 120 quilos de urânio enriquecido a 20%, bem acima do limite de 3,67% estipulado no acordo nuclear iraniano de 2015, também conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), do qual os EUA se retiraram unilateralmente em 2018.

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