Tariq Ali: Bolsonaro será usado pelos EUA

"EUA vão pressionar as Forças Armadas para que elas se permitam serem usadas para desestabilizar regimes, promover mudanças de regime no continente. Um governo Bolsonaro vai ser usado pelos Estados Unidos e vai se permitir ser usado, porque concorda com os EUA. Não farão essas coisas contra a sua vontade; farão porque concordam", avalia o escritor, cineasta e ativista político paquistanês Tariq Ali, sobre os riscos para o País da eleição do candidato da extrema-direita

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247 - O escritor, cineasta e ativista político paquistanês Tariq Ali, 74 anos, alertou para o risco da eleição do candidato da extrema-direita a presidente, Jair Bolsonaro. Em entrevista ao site Tutaméia, o escritor considera uma possível eleição de Jair Bolsonaro "um total e completo desastre político para o Brasil. Ele é um político de extrema direita, que apoia a ditadura militar, a tortura, a brutalidade, a prisão sem julgamento, coisas que, no passado, forçaram ao exílio muitos brasileiros –eu me lembro bem deles".

"Com a vitória de Bolsonaro, qualquer coisa é possível. Os EUA gostariam de usar os militares brasileiros para ajudá-los. Os EUA sempre gostam de usar regimes militares fortes –oficialmente ou não– para tentar desestabilizar países da América do Sul que eles não gostam. Os EUA vão pressionar as Forças Armadas para que elas se permitam serem usadas para desestabilizar regimes, promover mudanças de regime no continente. Um governo Bolsonaro vai ser usado pelos Estados Unidos e vai se permitir ser usado, porque concorda com os EUA. Não farão essas coisas contra a sua vontade; farão porque concordam", diz Ali.

Para ele, "os EUA nunca estão ausentes da América do Sul, que consideram como o seu quintal". Mesmo quando a ênfase dos governos norte-americanos estava nas guerras no Oriente Médio, diz, não houve perda de interesse na região. Ele enfatiza que os Estados Unidos "estiveram por trás do golpe contra Hugo Chávez (em 2002), tentaram derrubar Nicolás Maduro, tentaram desestabilizar o governo cubano, atacaram Morales, e, agora, manobram o governo do Equador, o que é um desastre para nós. Essas políticas no Equador são parte da estratégia de tirar os progressistas da América do Sul dos progressistas".

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Leia a entrevista na íntegra no Tutaméia.

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