Talibã e China assinam acordo de exploração de petróleo

A administração comandada pelo Talibã terá uma participação de 20 por cento no projeto, que pode ser aumentada para 75 por cento, explicou o porta-voz Zabihullah Mujahid

Zabihullah Mujahid
Zabihullah Mujahid (Foto: REUTERS/Stringer)


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247 - O Talibã assinou na quinta-feira (5) um acordo com a chinesa Xinjiang Central Asia Petroleum and Gas Co para extrair petróleo da bacia de Amu Darya, no norte do Afeganistão. Este é o primeiro grande acordo internacional de extração de energia que o movimento nacionalista assinou desde que assumiu o poder em 2021.

O contrato foi assinado em Cabul na presença do vice-primeiro-ministro do Talibã para Assuntos Econômicos, Abdul Ghani Baradar, e do embaixador chinês no Afeganistão, Wang Yu, segundo um comunicado do Talibã. 

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Segundo Baradar, o acordo fortalecerá a economia do país, gerando mais de 3 mil empregos. “Em termos de recursos naturais, o Afeganistão é uma nação rica. Além de outros minerais, o petróleo é a riqueza do povo afegão com a qual a economia do país pode contar”, disse Baradar. “Recentemente, vários projetos foram aprovados pela Comissão Econômica e, com a sua execução, serão dados passos fundamentais para a prosperidade do país e o bem-estar público”, acrescentou. “Solicitamos que a empresa continue o procedimento de acordo com os padrões internacionais e no melhor interesse do povo da (província de) Sar-e Pul”. 

O acordo cobre uma área de 4.500 quilômetros quadrados coletivamente nas províncias do norte de Saripol, Jowzjan e Faryab. 

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O enviado chinês disse que o acordo é importante para o crescimento econômico do país e um passo positivo para estreitar as relações entre Cabul e Pequim, que vê o Afeganistão como um país central na Nova Rota da Seda.

“O contrato de petróleo Amu Darya é um projeto importante entre a China e o Afeganistão”, disse Wang Yu.

A empresa chinesa investirá US$ 150 milhões por ano no Afeganistão sob o contrato, disse o porta-voz do governo do Talibã, Zabihullah Mujahid, no Twitter. O investimento aumentaria para US$ 540 milhões em três anos no contrato de 25 anos, acrescentou o oficial.

A administração comandada pelo Talibã terá uma participação de 20 por cento no projeto, que pode ser aumentada para 75 por cento, explicou Mujahid. 

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Estima-se que o Afeganistão tenha recursos naturais, incluindo gás natural, cobre e terras raras, no valor de mais de US$ 1 trilhão. 

A China não reconhece formalmente o governo do Talibã, mas promete trabalhar com os governantes em prol do desenvolvimento econômico do Afeganistão. (Com Al Jazeera, CNN, BBC e VoA). 

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