Suspeito de participar do assassinato de jornalista saudita é preso na França

Polícia francesa prendeu Khalid Alotaibi, um dos suspeitos de participar do assassinato de Jamal Khashoggi, crítico do regime de Mohammed bin Salman

Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi (Foto: Reuters)


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Da RFI - Um homem suspeito de integrar o grupo que assassinou o jornalista saudita Jamal Khashoggi em 2018 foi preso nesta terça-feira (7) em Paris, indicaram fontes judiciais e aeroportuárias. Ele deve ser apresentado em breve ao tribunal de apelação da capital francesa.

Foi a polícia de fronteira do aeroporto Roissy Charles-de-Gaulle, na periferia de Paris, quem deteve Khalid Alotaibi, de 33 anos. Ele estava prestes a embarcar para Riade, capital da Arábia Saudita, informou uma fonte próxima ao caso.

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Segundo uma fonte judicial, após ter sua identidade confirmada, Alotaibi deve comparecer na quarta-feira (8) ao tribunal de apelação de Paris. Os magistrados comunicarão o mandado de prisão internacional do suspeito, solicitado pela Turquia. 

Alotaibi é um suposto membro de um comando de cerca de 15 sauditas enviados ao consulado de Istambul em 2 de outubro de 2018 para executar Khashoggi e dissimular as provas de seu assassinato, segundo documentos dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido. 

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O suspeito pode recusar a extradição à Turquia até que o pedido seja oficializado. Neste caso, o Ministério Público da França poderá determinar sua permanência no país, em liberdade ou sob controle judicial. A corte de apelação deve se pronunciar sobre a extradição "em algumas semanas". 

Encontro entre Macron e o príncipe saudita

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A prisão de Alotaibi aconteceu três dias depois que o presidente francês, Emmanuel Macron, se reuniu com o príncipe saudita Mohamed bin Salman, durante um criticado encontro em Jidá, com o objetivo de encontrar uma saída à crise diplomática entre a Arábia Saudita e o Líbano. 

Durante viagem pelos países do Golfo, o chefe de Estado francês defendeu o diálogo com Riade para "trabalhar pela estabilidade da região", embora tenha especificado, referindo-se ao assassinato de Khashoggi, que isso não significa ser "complacente".

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"Conversamos sobre tudo sem tabus. Também, evidentemente, da questão dos direitos humanos. Foi uma troca franca", declarou Macron.

Segundo o presidente francês, o encontro com o príncipe herdeiro - um dos primeiros de um dirigente ocidental desde a execução de Khashoggi - era "necessário", devido ao "peso demográfico, econômico, histórico e religioso" da Arábia Saudita. 

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Restos mortais nunca encontrados

Jamal Khashoggi era um grande crítico do regime saudita e trabalhava para o jornal americano The Washington Post. Ele foi morto e esquartejado no consulado de seu país em Istambul por um comando de agentes sauditas. Seus restos mortais nunca foram encontrados. 

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Um dos relatórios elaborados pelos serviços de inteligência americanos acusa Mohamed bin Salman de ter "validado" o bárbaro assassinato. Depois de negar o crime, Riade admitiu que agentes sauditas, que teriam agido sozinhos, eram responsáveis pela morte do jornalista. 

No final de um opaco processo na Arábia Saudita, cinco pessoas foram condenadas à morte e três a penas de prisão.

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