Suspeito de ataque contra premiê japonês processou governo por eleição, diz mídia
Ryuji Kimura entrou com uma ação no tribunal de Kobe alegando que não pôde concorrer à eleição devido à sua idade e incapacidade de fazer um depósito de 3 milhões de ienes
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TÓQUIO (Reuters) - Um homem suspeito de ter lançado uma bomba de fumaça em direção ao primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, já processou o governo, alegando que foi injustamente impedido de concorrer às eleições nacionais, informou a mídia japonesa nesta terça-feira.
Ryuji Kimura entrou com uma ação no tribunal distrital de Kobe em junho passado, alegando que não pôde concorrer à eleição devido à sua idade e incapacidade de fazer um depósito de 3 milhões de ienes (22.339 dólares), disseram o jornal Yomiuri e outros veículos, citando o registro do caso.
De acordo com o processo, Kimura, de 24 anos, alegou que a lei eleitoral viola a Constituição, que estipula igualdade perante a lei, entre outras disposições.
O tribunal rejeitou a ação, na qual Kimura pedia 100.000 ienes por danos pela angústia mental que ele supostamente havia sofrido, de acordo com as reportagens.
Kimura apelou à Suprema Corte de Osaka contra essa decisão com mais alegações de que as forças políticas incumbentes permaneceram ilegalmente no poder, e uma decisão está marcada para o próximo mês, segundo a mídia japonesa.
Autoridades japonesas revistaram a casa de Kimura no domingo em Kawanishi, na província de Hyogo, um dia depois que ele foi preso no local após supostamente tentar atacar Kishida com um objeto explosivo durante um discurso eleitoral do primeiro-ministro na cidade de Wakayama.
Kimura ainda não foi formalmente acusado pelo incidente.
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