Suprema corte britânica pode derrubar Brexit

Suprema Corte do Reino Unido decidiu nesta terça-feira que a primeira-ministra britânica, Theresa May, precisa de aprovação do Parlamento antes dar início oficialmente ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia; mais alta instância judicial britânica rejeitou o argumento do governo de que May poderia simplesmente usar seu poder executivo, conhecido como "prerrogativa real", para invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa da UE e iniciar dois anos de negociações para a saída do Reino Unido do bloco

Suprema Corte do Reino Unido decidiu nesta terça-feira que a primeira-ministra britânica, Theresa May, precisa de aprovação do Parlamento antes dar início oficialmente ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia; mais alta instância judicial britânica rejeitou o argumento do governo de que May poderia simplesmente usar seu poder executivo, conhecido como "prerrogativa real", para invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa da UE e iniciar dois anos de negociações para a saída do Reino Unido do bloco
Suprema Corte do Reino Unido decidiu nesta terça-feira que a primeira-ministra britânica, Theresa May, precisa de aprovação do Parlamento antes dar início oficialmente ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia; mais alta instância judicial britânica rejeitou o argumento do governo de que May poderia simplesmente usar seu poder executivo, conhecido como "prerrogativa real", para invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa da UE e iniciar dois anos de negociações para a saída do Reino Unido do bloco (Foto: Aquiles Lins)


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LONDRES (Reuters) - A Suprema Corte do Reino Unido decidiu nesta terça-feira que a primeira-ministra britânica, Theresa May, precisa de aprovação do Parlamento antes dar início oficialmente ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

A mais alta instância judicial britânica rejeitou o argumento do governo de que May poderia simplesmente usar seu poder executivo, conhecido como "prerrogativa real", para invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa da UE e iniciar dois anos de negociações para a saída do Reino Unido do bloco.

No entanto, o tribunal rejeitou argumentos de que assembleias britânicas regionais na Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales devem concordar antes de início das conversas formais de saída.

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"O referendo é de grande significado político, mas o Ato do Parlamento que estabeleceu isto não disse o que deve acontecer como resultado", disse David Neuberger, presidente da Suprema Corte que decidiu em 8-3 contra o governo.

"Então qualquer mudança na lei para dar efeito ao referendo deve ser feita da única maneira permitida pela constituição do Reino Unido, nomeada por um Ato do Parlamento".

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May disse repetidamente que iria acionar o Artigo 50 antes do final de março, mas agora ela terá que buscar consentimento de parlamentares primeiro, o que provavelmente significa que seus planos serão alterados ou adiados, embora a principal oposição, o Partido Trabalhista, tenha dito que não irá atrasar a agenda da premiê.

Na semana passada, May apresentou suas propostas para negociações, prometendo uma ruptura limpa com o maior bloco comercial do mundo como parte de um plano de 12 pontos para focar em acordos globais de mercado livre, dando caminho para um chamado "Brexit duro".

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A libra inicialmente subia por notícias de que o governo perdeu seu apelo, mas então caiu quase meio centavo para atingir a mínima do dia contra o dólar e euro após o tribunal decidir que assembleias regionais britânicas não precisam concordar com a ativação do Artigo 50.

(Por Michael Holden)

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