Solução armada na Síria é inadequada, conclui ONU

Peritos das Nações Unidas que estiveram na Síria para investigar violações aos direitos humanos advertiram nesta quarta-feira 11 que uma ação militar vai intensificar o sofrimento da população que permanece no país, afastando uma solução negociada para a guerra civil; "Não há solução militar", asseguram os peritos

Peritos das Nações Unidas que estiveram na Síria para investigar violações aos direitos humanos advertiram nesta quarta-feira 11 que uma ação militar vai intensificar o sofrimento da população que permanece no país, afastando uma solução negociada para a guerra civil; "Não há solução militar", asseguram os peritos
Peritos das Nações Unidas que estiveram na Síria para investigar violações aos direitos humanos advertiram nesta quarta-feira 11 que uma ação militar vai intensificar o sofrimento da população que permanece no país, afastando uma solução negociada para a guerra civil; "Não há solução militar", asseguram os peritos (Foto: Gisele Federicce)


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Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) que estiveram na Síria para investigar violações aos direitos humanos advertiram nesta quarta-feira 11 que uma ação militar vai intensificar o sofrimento da população que permanece no país, afastando uma solução negociada para a guerra civil. A conclusão é da comissão que investiga os crimes na Síria.

Para a comissão, aqueles que fornecem armas às partes em confronto na guerra civil da Síria criam uma ilusão de vitória. "Não há solução militar", asseguram os peritos. Formada por juristas e liderada pelo brasileiro Sérgio Pinheiro, a comissão divulgou relatório relativo ao período de 15 de maio a 15 de julho.

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No documento, os peritos da ONU acusam tanto as forças governamentais quanto os grupos armados da oposição de "crimes de guerra" e registram a "radicalização dos grupos rebeldes armados" à medida em que aumenta o número de combatentes estrangeiros no conflito.

O relatório adianta que os grupos radicais têm vantagem sobre as facções moderadas dos rebeldes, o que explica que grupos como o Al Nusra, Al Sham e o Estado Islâmico do Iraque tenham criado bases no Norte da Síria.

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Os peritos informam também que os grupos armados curdos tornaram-se importantes atores do conflito e recrutam crianças como soldados. A divulgação do relatório ocorre na véspera de uma reunião de autoridades dos Estados Unidos e Rússia, em Genebra (Suíça), para tentar uma solução negociada ao conflito que permita a destruição de armas químicas pela comunidade internacional.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa // Edição: Denise Griesinger

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