Socialistas venezuelanos denunciam tentativas de desestabilização
A incursão de grupos paramilitares colombianos na Venezuela visa aplicar neste país o esquema desestabilizador implementado anteriormente na América Central com os chamados Contras, disse o deputado socialista Julio Chávez
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247 - O deputado Julio Chávez, do Partido Socialista Unido da Venezuela, denunciou a cumplicidade das autoridades colombianas com as gangues paramilitares e o crime organizado que pretendem usar o território venezuelano como ponte para o narcotráfico.
Em declarações na TV, Chávez apoiou as operações das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) destinadas a neutralizar esses grupos armados, responsáveis pelos recentes ataques no estado de Apure, próximo à cidade de La Victoria, informa a Prensa Latina.
O Ministério da Defesa informou na véspera em nota que as ações defensivas implantadas na demarcação da fronteira deixaram até o momento um saldo de nove terroristas (termo oficial) neutralizados, 32 detidos e nove acampamentos destruídos.
Da mesma forma, o alto-comando militar lamentou a morte de dois militares devido à detonação de uma mina ativada contra uma patrulha que operava no setor El Ripial, no município de José Antonio Páez, onde outros nove soldados venezuelanos ficaram feridos.
A FANB ratificou o compromisso de utilizar todas as capacidades de combate para neutralizar esses grupos irregulares, sem ceder um milímetro do território da Venezuela a seus interesses criminosos.
Em declarações recentes, o presidente Nicolás Maduro denunciou a escalada das agressões na fronteira com a Colômbia, com o objetivo de criar um cenário de confronto entre as duas nações sul-americanas.
Maduro afirmou que os serviços de inteligência colombianos e o Exército coordenam ações com alguns desses grupos armados e lhes atribuem missões a cumprir em território venezuelano, em coordenação com o Comando Sul dos Estados Unidos.
Nesse sentido, o chefe de Estado ratificou a ordem de tolerância zero com essas gangues criminosas, e pediu o total apoio da população da fronteira para defender a paz e a soberania na união cívico-militar.
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