Sobem para 78 as mortes em ataques de Israel a Gaza
Segundo disseram autoridades palestinas nesta quinta-feira, a maioria dos mortos é de civis e os militantes continuavam a disparar foguetes contra Tel Aviv e outras cidades; forças militares de Israel não comentaram sobre o que seria o mais mortal ataque aéreo desde o começo da ofensiva, na terça-feira
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Por Nidal al-Mughrabi e Jeffrey Heller
GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Pelo menos 78 palestinos, a maioria deles civis, foram mortos na ofensiva de Israel em Gaza, disseram autoridades palestinas nesta quinta-feira, 10, e os militantes continuavam a disparar foguetes contra Tel Aviv e outras cidades em uma guerra que não dá sinais de acabar logo.
Oito membros de uma família palestina, incluindo cinco crianças, foram mortos em um ataque aéreo que destruiu pelo menos duas casas em Khan Younis, no sul de Gaza, disse o Ministério da Saúde palestino.
Forças militares de Israel não comentaram sobre o que seria o mais mortal ataque aéreo desde o começo da ofensiva, na terça-feira.
"Temos longos dias de luta à nossa frente", disse o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, nesta quinta-feira pelo Twitter, sobre a ofensiva que começou após a escalada de violência que se seguiu à morte de três estudantes judeus no mês passado e o assassinato de um adolescente palestino como alegada vingança à morte dos jovens.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que irá informar o Conselho de Segurança sobre a crise ainda nesta quinta-feira, condenou os ataques com foguetes e pediu que Israel coibisse sua ofensiva. "Gaza está numa situação extremamente precária", disse ele a repórteres.
Médicos em Gaza, região dominada pelo grupo Hamas, disseram que pelo menos 60 civis, incluindo um menino de cinco anos e uma menina de quatro mortos nesta quinta-feira, estavam entre os 78 palestinos que morreram em ataques de Israel desde terça-feira.
Israel diz que acertou mais de 750 alvos em uma ofensiva que tem a intenção de coibir os ataques de foguetes contra sua população civil, uma situação agravada após forças israelenses terem prendido centenas de ativistas do Hamas na Cisjordânia ocupada, após o sequestro dos adolescentes judeus.
Israel acusa militantes do grupo islâmico Hamas de deliberadamente colocar civis palestinos em meio ao perigo ao manter armamentos e combatentes em áreas residenciais.
Na Faixa de Gaza, nuvens de fumaça e detritos marcavam o resultado dos ataques de Israel no episódio mais severo de hostilidade entre militantes palestinos e as poderosas forças armadas israelenses em um período de dois anos.
"Os judeus dizem que estão combatendo o Hamas e homens armados, mas todos os corpos que vimos na televisão são de mulheres e crianças", disse Khaled Ali, um taxista de 45 anos em Gaza.
Disparos de foguetes contra Israel —militares dizem que houve mais de 365 desde terça-feira - não resultaram em fatalidades ou ferimentos sérios, em parte devido à interceptações do sistema de defesa aérea de Israel, parcialmente financiado pelos Estados Unidos.
Mas as sirenes de ataques aéreos paralisaram os negócios nas comunidades ao sul do país e fizeram com que centenas de milhares de pessoas buscassem abrigo em Tel Aviv, capital comercial, onde dois foguetes foram disparados na quinta-feira, embora lojas e escritórios tenham permanecido abertos.
(Reportagem adicional de Dan Williams e Allyn Fisher-Ilan em Jerusalém e Ali Sawafta em Ramallah)
(Atualizada às 19h25)
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247