Sobe para 91 total de manifestantes mortos em protestos na Venezuela

Ministério Público da Venezuela confirmou a morte do jovem Engelbert Duque durante uma manifestação de oposição na localidade de Táriba, estado de Táchira, o que eleva a 91 o número de mortes nos protestos que começaram em abril passado; protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro começaram no mês de abril e, desde então, têm sido registradas situações de caos e violência no país, que deixaram 91 mortos e mais de 1.400 feridos

Protesto contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro; Venezuela, Caracas
Protesto contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro; Venezuela, Caracas (Foto: Paulo Emílio)


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Sputnik - Ministério Público da Venezuela confirmou a morte do jovem Engelbert Duque durante uma manifestação de oposição na localidade de Táriba, estado de Táchira, o que eleva a 91 o número de mortes nos protestos que começaram em abril passado.

O homem faleceu no meio dos confrontos entre manifestantes e funcionários da Guarda Nacional.

No momento, o Ministério Público não especificou os detalhes da morte, apenas se sabe que o jovem foi ferido e transportado ao hospital mais próximo, aonde chegou já sem sinais de vida.

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Mais cedo, na terça-feira (4), a chefe do Ministério Público da Venezuela, Luisa Ortega, informou em uma coletiva de imprensa que as manifestações tinham vitimado 90 pessoas.

"Noventa pessoas morreram até hoje; temos 4.658 processados, não somente pelas mortes e ferimentos, mas também por danos à propriedade pública e privada", disse.

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No fim de junho a oposição venezuelana chamou à desobediência civil após a decisão do presidente Nicolás Maduro de reunir a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), pois consideram que esta foi convocada de maneira "ilegal".

Os protestos na Venezuela começaram no mês de abril e, desde então, têm sido registradas situações de caos e violência no país, que deixaram 91 mortos, entre os quais se encontram opositores, agentes das forças de segurança e transeuntes, bem como mais de 1.400 feridos.

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O governo responsabiliza a oposição pelas vítimas, assegurando que há setores radicais aliados a bandos criminosos que procuram denegrir o governo e promover uma intervenção.

Por sua parte, a oposição assegura que existem grupos paramilitares, aliados ao governo, que reprimem as mobilizações junto aos corpos de segurança para assustar os manifestantes e conter os protestos.

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