Sobe para 40 o número de mortos em protestos na Venezuela

Adolescente venezuelano de 17 anos morreu depois de ser baleado na cabeça durante um protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro, elevando para ao menos 40 o saldo de mortes em seis semanas de manifestações antigoverno no país; incidente aconteceu no Estado central de Barinas, berço do falecido presidente Hugo Chávez; centenas de milhares de pessoas foram às ruas nas últimas semanas, revoltadas com a escassez de alimentos, uma crise médica e uma inflação em disparada; Maduro culpa a oposição pela crise e acusa seus adversários de tentarem depô-lo com um golpe com o apoio dos Estados Unidos

Manifestantes em protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela. 11/04/2017 REUTERS/Christian Veron
Manifestantes em protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela. 11/04/2017 REUTERS/Christian Veron (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Um adolescente venezuelano de 17 anos morreu nesta terça-feira depois de ser baleado na cabeça durante um protesto ocorrido no dia anterior, elevando para ao menos 40 o saldo de mortes de seis semanas de manifestações antigoverno no país.

O incidente aconteceu no Estado central de Barinas, berço do falecido presidente Hugo Chávez.

"Um grupo de pessoas chegou e começou a atirar, ferindo o jovem no cérebro", disse a Procuradoria Estadual.

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O adolescente morreu em um hospital no início desta terça-feira.

A violência irrompeu em várias partes do país na segunda-feira, quando oposicionistas ocuparam locais se sentando no chão e bloquearam estradas na tentativa de manter o ímpeto de sua iniciativa para destituir o governo de Nicolás Maduro.

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Centenas de milhares de pessoas foram às ruas nas últimas semanas, revoltadas com a escassez de alimentos, uma crise médica e uma inflação em disparada.

Os manifestantes exigem eleições, a libertação de ativistas presos, ajuda humanitária estrangeira para amenizar a crise econômica e autonomia para a atual legislatura controlada pela oposição.

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Maduro culpa a oposição pela crise do país e as mortes, que fizeram vítimas dos dois lados, e acusa seus adversários de tentarem depô-lo com um golpe com o apoio dos Estados Unidos.

Ao menos 90 pessoas foram presas em meio aos tumultos da segunda-feira, de acordo com um grupo local de direitos humanos.

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