Sob Bolsonaro, Brasil passa a ser visto como voz auxiliar de Trump no Oriente Médio

"A participação do Brasil tem que ser colocada da maneira que expressa a posição brasileira de alinhamento automático com os EUA, que na verdade é o grande interessado na questão do Oriente Médio. O Brasil tem pouca influência na questão do Oriente Médio", diz o professor de Relações Internacionais da Universidade Mackenzie, Maurício Fronzaglia

Presidente Jair Bolsonaro recebe camisa da seleção de futebol dos EUA do presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca
Presidente Jair Bolsonaro recebe camisa da seleção de futebol dos EUA do presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)


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Sputinik – O Brasil sediou nesta semana a conferência internacional do chamado Processo de Varsóvia, que debateu a paz e a segurança no Oriente Médio.

O encontro faz parte de uma iniciativa da administração dos EUA, Donald Trump, para criar uma aliança própria na região e é visto como uma forma de isolar o Irã.

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O professor de Relações Internacionais da Universidade Mackenzie, Maurício Fronzaglia, destacou que a participação do Brasil na reunião do Processo de Varsóvia representa a sua posição de alinhamento automático aos EUA.

"A participação do Brasil tem que ser colocada da maneira que expressa a posição brasileira de alinhamento automático com os EUA, que na verdade é o grande interessado na questão do Oriente Médio. O Brasil tem pouca influência na questão do Oriente Médio", afirmou.

De acordo com ele, embora historicamente o Brasil tenha sido um dos propositores na ONU da criação do Estado de Israel, a posição do Brasil "sempre foi de defender o diálogo".

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"Agora, quem tem o maior poder e muito mais interesse em jogo no Oriente Médio são os EUA. Então a participação brasileira nesse processo está condicionada aos interesses norte-americanos na região", acrescentou.

Ao comentar a ausência na conferência de atores internacionais que tem influência no Oriente Médio, como Rússia, China e França, Fronzaglia observou que a convocação para a reunião "é mais uma forma de marcar e reforçar a posição norte-americana na região, e essa região norte-americana é contraposta aos interesses da China, Rússia e a própria União Europeia".

De acordo com ele, o Brasil não é visto na comunidade internacional como um país que pode auxiliar os processos de paz no Oriente Médio.

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"Não nos veem como uma voz que poderia funcionar como um catalisador dos processos de paz, de patrocinar o diálogo, somos vistos como uma voz auxiliar aos EUA nessa política de alinhamento automático", completou.

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