Síria vai reagir em caso de ação militar, diz governo

Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Fayçal Moqdad, disse que o governo do presidente Bashar Al Assad não vai se render em caso de uma intervenção no país; "O governo sírio não vai mudar de posição mesmo que haja uma 3ª Guerra Mundial. Nenhum sírio pode sacrificar a independência do seu país", afirmou

Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Fayçal Moqdad, disse que o governo do presidente Bashar Al Assad não vai se render em caso de uma intervenção no país; "O governo sírio não vai mudar de posição mesmo que haja uma 3ª Guerra Mundial. Nenhum sírio pode sacrificar a independência do seu país", afirmou
Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Fayçal Moqdad, disse que o governo do presidente Bashar Al Assad não vai se render em caso de uma intervenção no país; "O governo sírio não vai mudar de posição mesmo que haja uma 3ª Guerra Mundial. Nenhum sírio pode sacrificar a independência do seu país", afirmou (Foto: Gisele Federicce)


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Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria (o equivalente às Relações Exteriores no Brasil), Fayçal Moqdad, disse hoje (4) que, mesmo em meio à ameaça de ação militar pelos Estados Unidos, deflagrando o que ele classificou como 3ª Guerra Mundial, o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, não vai se render.

"O governo sírio não vai mudar de posição mesmo que haja uma 3ª Guerra Mundial. Nenhum sírio pode sacrificar a independência do seu país", disse Moqdad. "A Síria, nos termos da Carta das Nações Unidas, tem o direito de reagir à agressão que não tem justificativa à luz do direito internacional", acrescentou.

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Moqdad disse que o país adotou todas as medidas para se defender em caso de ataque. "Os Estados Unidos e seus aliados mobilizam países amigos para uma agressão à Síria. Creio que a Síria tem também o direito de mobilizar seus aliados e de receber apoio deles."

O vice-ministro destacou que o Irã, a Rússia, a África do Sul e países árabes "recusaram essa agressão e estão prontos a enfrentar a guerra que vai ser declarada pelos Estados Unidos e seus aliados na Síria". "Se a França quer apoiar a Al Qaeda e a Irmandade Muçulmana, como fez no Egito e em outras regiões, acabará por fracassar na Síria."

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Perguntado sobre a disposição do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de apoiar uma ação militar, se o Conselho de Segurança das Nações Unidas apoiar essa intervenção, o vice-ministro disse que os russos não mudaram de posição. "A posição da Rússia não mudou. É uma posição responsável de um país amigo que está a favor da paz."

A oposição síria e vários países ocidentais acusam o regime de Assad de usar armas químicas em ataques no último dia 21, nos arredores de Damasco, matando mais de mil pessoas. O conflito na Síria, que ocorre desde março de 2011, provocou mais de 100 mil mortes.

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*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa // Edição: Juliana Andrade

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