Síria recusa ingerência estrangeira sobre processo político interno

O representante permanente da Síria na ONU, Bashar Jaafari, recusou a ingerência estrangeira no trabalho do Comitê Constitucional convocado para encaminhar soluções políticas para a crise interna.

Jaafari, embaixador sírio na ONU
Jaafari, embaixador sírio na ONU (Foto: Reuters)


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Prensa Latina - A Síria rechaça a ingerência interna na atividade do Comitê Constitucional, órgão de diálogo que visa encontrar  uma solução para os problemas políticos do país.

O representante permanente da Síria na ONU, Bashar Jaafari, recusou a ingerência estrangeira sobre o trabalho do Comitê Constitucional. 

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"Este mecanismo promove o diálogo entre os atores nacionais e é de titularidade síria", afirmou o diplomata no Conselho de Segurança.

As autoridades de Damasco mostraram-se positivas com o trabalho do Comitê Constitucional, e recordam que não devem ser impostas condições a seu trabalho ou estabelecendo prazos artificiais. "Esperamos que estas garantias da ONU se cumpram",  disse o embaixador. 

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Em qualquer momento e circunstância, devem ser respeitadas a soberania, a independência e a integridade territorial de Síria.

Mas países da região e fora dela agem em outro sentido, denunciou Jaafari.

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A Turquia invadiu um espaço territorial sírio, contra o que a Síria "tomará todas as medidas apropriadas, à luz do estabelecido no direito internacional", afirmou o embaixador. 

Os Estados Unidos apropriou-se de poços petrolíferos sírios e faz isto sob o olhar do Conselho de Segurança da ONU, condenou. 

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"Israel também ocupa território sírio e rouba o petróleo de meu país, enquanto alguns membros do Conselho o protegem", continuou. 

Esses países membros da ONU dilapidam os recursos do povo sírio e os roubam, afirmou o embaixador sírio. 

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De fato, sublinhou, tratam de modificar o mapa geopolítico da região e padecemde  uma 'iranofobia' compartilhada. 

Enquanto isso, o povo sírio segue sua luta contra o terrorismo e nega-se a aceitar a ocupação ilegal, acrescentou. 

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Jaafari também chamou a pôr fim às medidas coercitivas unilaterais que prejudicam a população e impedem a recuperação da Síria. 

Este pedido também foi feito por delegações no Conselho de Segurança como as da Rússia e da China. 

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Mas os Estados Unidos e países europeus afirmaram que continuarão exercendo pressão econômica contra Damasco e se negaram a dar apoio à reconstrução do país.

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