Servidor já ameaça com greve por reajuste

Categorias com grande poder de pressão cobram promessa de manutenção dos acordos firmados com Dilma Rousseff; outras se sentem discriminadas, já que houve reajustes para umas e não para outras; entre elas os fiscais da Receita e os delegados da Polícia Federal, que já começam a espalhar que a resistência ao reajuste é uma retaliação por conta da Operação Lava Jato

Categorias com grande poder de pressão cobram promessa de manutenção dos acordos firmados com Dilma Rousseff; outras se sentem discriminadas, já que houve reajustes para umas e não para outras; entre elas os fiscais da Receita e os delegados da Polícia Federal, que já começam a espalhar que a resistência ao reajuste é uma retaliação por conta da Operação Lava Jato
Categorias com grande poder de pressão cobram promessa de manutenção dos acordos firmados com Dilma Rousseff; outras se sentem discriminadas, já que houve reajustes para umas e não para outras; entre elas os fiscais da Receita e os delegados da Polícia Federal, que já começam a espalhar que a resistência ao reajuste é uma retaliação por conta da Operação Lava Jato (Foto: Realle Palazzo-Martini)


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247 - A decisão do governo de Michel Temer de frear reajustes caiu como uma bomba entre os servidores e deflagrou uma verdadeira guerra de salários emtre categorias quejá foram contempladas e outras negligenciadas pelo executivo federal. Servidores de áreas com grande influência e poder de pressão cobram o compromisso assumido pelo presidente peemedebista de honrar os reajustes negociados ainda na gestão Dilma Rousseff.

O problema é Temer justificar novos aumentos enquanto as contas públicas acumulam rombos sucessivos e o governo cobra medidas de ajuste fiscal.

Lideranças da base governista, em especial o PSDB, também adotaram a bandeira contrária aos reajustes e passaram a pressionar Temer. Mas o presidente já sancionou dez leis que beneficiaram dezenas de carreiras, e as que aguardam a votação dos aumentos no Congresso não aceitam o recuo e prometem partir para o confronto.

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Os projetos pendentes teriam um impacto de R$ 7,2 bilhões em 2017. Mas os aumentos já aprovados implicam em gastos de R$ 11,5 bilhões no ano que vem. A folha vai crescer R$ 23,4 bilhões em 2017, mas parte desse dinheiro pode ser economizado se os projetos forem congelados – e usado para reduzir o déficit.

Entre as carreiras que ainda não tiveram aumento estão a dos ministros do Supremo Tribunal Federal, cujo salário subiria de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,38 mensais, e delegados da Polícia Federal, cuja remuneração ficaria entre R$ 21,64 mil e R$ 28,26 mil após o reajuste.

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Na Receita Federal, os salários passarão a patamares entre R$ 19,21 mil e R$ 24,94 mil. Diplomatas, por exemplo, ainda nem tiveram o projeto de lei encaminhado ao Congresso.

 “Não se pode estabelecer dois pesos e duas medidas”, disse Cláudio Damasceno, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), ao Estadão.

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“Quando o governo deu o aval no Congresso, já não se conhecia o cenário de crise? Os números já eram conhecidos, foi uma decisão discriminatória do presidente”, disse, também ao Estadão, a presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), Michelle Leite.

Algumas categorias já articulam. A Defensoria Pública Federal e os auditores fiscais ameaçam greve. Se Temer persista na ideia de barrar os reajustes em tramitação, será “um desastre”, disse o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens. “Já há sentimento interno de que há represália a carreiras envolvidas na Lava Jato”, afirmou.

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