Serviço Secreto dos EUA apagou mensagens relativas à invasão do Capitólio
Uma carta do Departamento de Segurança Interna entregue ao comitê seleto da Câmara que investiga a invasão afirma que o apagão não foi intencional
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247 - O Serviço Secreto dos Estados Unidos apagou mensagens de texto dos dias 5 e 6 de janeiro de 2021 relacionadas à invasão do Capitólio. As mensagens foram solicitadas por supervisores que investigam a resposta da agência à invasão do parlamento norte-americano, informou a CNN.
A CNN teve acesso a uma carta entregue ao comitê seleto da Câmara que investiga a invasão. A carta foi originalmente enviada aos Comitês de Segurança Interna da Câmara e do Senado pelo inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), Joseph Cuffari.
Cuffari diz que as mensagens foram apagadas do sistema como parte de um programa de substituição de dispositivos depois que o órgão de vigilância pediu à agência registros relacionados a suas comunicações eletrônicas, segundo a reportagem.
“Primeiro, o Departamento nos notificou que muitas mensagens de texto do Serviço Secreto dos EUA dos dias 5 e 6 de janeiro de 2021 foram apagadas como parte de um programa de substituição de dispositivos. O USSS [Serviço Secreto dos Estados Unidos, na sigla em inglês] apagou essas mensagens de texto depois que o OIG [Gabinete do Inspetor-Geral, na sigla em inglês] solicitou registros de comunicações eletrônicas do USSS, como parte de nossa avaliação dos eventos no Capitólio em 6 de janeiro”, afirmou.
“Segundo, os funcionários do DHS disseram repetidamente aos inspetores do OIG que eles não tinham permissão para fornecer registros diretamente ao OIG e que esses registros precisavam primeiro ser revisados pelos advogados do DHS”, acrescentou Cuffari. “Esta revisão levou a atrasos de semanas na obtenção de registros pelo OIG e criou confusão sobre se todos os registros foram produzidos”, continua.
A carta aumenta as dúvidas crescentes sobre a resposta do Serviço Secreto à invasão ao Capitólio dos Estados Unidos.
Testemunhas afirmaram que o ex-presidente Donald Trump exigiu que seu destacamento de segurança o levasse ao Capitólio após seu discurso no Parque Elipse da Casa Branca, pouco antes da invasão do parlamento.
Greg Jacob, ex-advogado do vice de Trump, Mike Pence, disse ao júri que o ex-vice-presidente se recusou a entrar no veículo da vice-presidência após ser evacuado do Capitólio, levantando preocupações de que o motorista o levaria para um local seguro, impedindo-o de certificar os resultados eleitorais.
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