'Sequestro' de Morales foi ordem direta de Obama

É o que diz o governo boliviano; o avião em que o presidente da Bolívia, Evo Morales, voltava para casa foi impedido de sobrevoar alguns países europeus devido à suspeita de que pudesse estar transportando Edward Snowden, responsável por denunciar programas secretos de espionagem do governo norte-americano; "Não temos dúvidas de que isso foi uma ordem da Casa Branca", diz o embaixador boliviano na ONU, Sacha Llorenti Soliz; governo Barack Obama não quis comentar as reclamações da Bolívia

'Sequestro' de Morales foi ordem direta de Obama
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Por Angelika Gruber e Emma Farge

VIENA/GENEBRA, 3 Jul (Reuters) - A Bolívia acusou na quarta-feira os Estados Unidos de tentarem sequestrar seu presidente, Evo Morales, cujo avião foi impedido de sobrevoar alguns países europeus devido à suspeita de que pudesse estar transportando Edward Snowden, responsável por denunciar programas secretos de espionagem do governo norte-americano.

O avião de Morales foi impedido de sobrevoar a França e Portugal, e acabou fazendo uma escala em Viena, onde autoridades locais declararam que Snowden não estava a bordo. O governo boliviano disse que o incidente representou uma agressão e uma violação do direito internacional.

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Snowden supostamente permanece no setor de trânsito de um aeroporto de Moscou, aonde chegou no final de junho. Os Estados Unidos pressionam a Rússia e outros países a entregá-lo para que responda judicialmente por ter revelado segredos nacionais, aos quais teve acesso como prestador de serviços na Agência de Segurança Nacional.

A Casa Branca não quis comentar as reclamações da Bolívia.

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Morales havia ido a Moscou para participar de uma conferência sobre energia. Autoridades austríacas disseram que Morales convidou agentes locais a vistoriarem o avião, mas o ministro boliviano da Defesa, Ruben Saavedra, negou que o convite e a revista tenham acontecido.

O embaixador boliviano na ONU, Sacha Llorenti Soliz, manifestou indignação com o incidente. "Estamos falando do presidente em uma viagem oficial, após uma cúpula oficial, sendo sequestrado" disse ele em Genebra.

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"Não temos dúvidas de que isso foi uma ordem da Casa Branca. De maneira nenhuma deveria um avião diplomático com o presidente ser desviado da sua rota e forçado a pousar em outro país".

O diplomata disse que a indignação boliviana era dirigida aos EUA e aos países que proibiram o sobrevoo, e prometeu fazer uma queixa formal à ONU.

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O avião deixou Viena a caminho de La Paz, mas fez uma escala de reabastecimento nas ilhas Canárias (território espanhol na costa africana) e outra em Fortaleza, no início da noite desta quarta-feira.

Líderes do bloco regional sul-americano Unasul exigiram uma explicação pelos "atos "injustificáveis"" dos países europeus.

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Em nota do governo peruano, que preside a Unasul atualmente, o bloco manifestou indignação pela recusa de Portugal e França em autorizar o sobrevoo.

A Bolívia está entre os mais de dez países aos quais Snowden solicitou asilo político, e Morales disse que cogitaria a concessão do benefício ao norte-americano.

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(Reportagem adicional de Michael Shields, em Viena; Jean-Baptiste Vey, em Paris; Teresa Cespedes, em Lima; Daniel Ramos, em La Paz; Anthony Boadle, em Brasilia; e Mark Hosenball em Washington)

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