Senador boliviano vai completar um ano na embaixada brasileira

Roger Pinto Molina, de 53 anos, vê sua situação praticamente inalterada; em 28 de maio de 2012, ele recorreu ao governo brasileiro para pedir asilo político; o parlamentar teve o pedido atendido pelas autoridades brasileiras, mas o governo do presidente boliviano, Evo Morales, não concedeu o salvo conduto para que ele deixe o país

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Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Às vésperas de completar um ano abrigado na Embaixada do Brasil em La Paz, o senador boliviano Roger Pinto Molina, de 53 anos, vê sua situação praticamente inalterada. Em 28 de maio de 2012, ele recorreu ao governo brasileiro para pedir asilo político. O parlamentar teve o pedido atendido pelas autoridades brasileiras, mas o governo do presidente boliviano, Evo Morales, não concedeu o salvo conduto para que ele deixe o país.

Sem autorização para deixar a Bolívia, Pinto Molina permanece abrigado na embaixada, sem previsão de quando deixará o local. O Ministério das Relações Exteriores informou à Agência Brasil que a permanência de Pinto Molina na embaixada segue as normas internacionais que regulamentam a concessão de asilo político e do direito diplomático.

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No mês passado, Pinto Molina fez o aniversário de 53 anos na embaixada. Por motivos de segurança, segundo as autoridades brasileiras, ele pode receber apenas os parentes mais próximos, os advogados e se necessário, profissionais da área de saúde.  

O senador argumenta que sofre perseguições políticas por parte do governo Morales, por isso quer deixar o país. As autoridades bolivianas alegam que Pinto Molina responde a uma série de ações judiciais que levantam suspeitas sobre a atuação dele no campo político.

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Pinto Molina aguarda uma definição, no mesmo momento em que 12 brasileiros permanecem detidos em Oruro, depois da morte de Kevin Espada, de 14, durante jogo do Corinthians com o San José. O adolescente morreu vítima de um sinalizador lançado por torcedores.

O Itamaraty diz, porém, que é necessário manter discussões distintas sobre os casos do senador e dos torcedores do Corinthians. Em abril, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, participou de uma audiência pública no Senado e os parlamentares insistiram em associar o caso do senador ao dos torcedores brasileiros. O chanceler reiterou que “não havia vantagens” em tratar dos assuntos de maneira conjunta.

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