Senado dos EUA anuncia acordo sobre teto da dívida

Líder democrata no Senado norte-americano, Harry Reid, e seu colega republicano na Casa, Mitch McConnel, anunciaram um acordo bipartidário nesta quarta-feira para elevar o teto da dívida e colocar fim à paralisação do governo

U.S. Senate Majority Leader Harry Reid (D-NV) addresses reporters at a news conference at the U.S. Capitol in Washington, October 12, 2013. Congressional negotiations to end a U.S. fiscal crisis that has gripped Washington and spooked financial markets hu
U.S. Senate Majority Leader Harry Reid (D-NV) addresses reporters at a news conference at the U.S. Capitol in Washington, October 12, 2013. Congressional negotiations to end a U.S. fiscal crisis that has gripped Washington and spooked financial markets hu (Foto: Gisele Federicce)


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Por Richard Cowan

WASHINGTON, 16 Out (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos anunciou um acordo de última hora nesta quarta-feira para evitar um lapso histórico na capacidade de endividamento do governo e um possível calote da dívida, além de possibilitar a reabertura do governo após duas semanas de paralisação.

Mas mesmo que o Senado e a Câmara dos Deputados consigam superar os obstáculos regimentais para fechar um acordo antes de quinta-feira, quando o Tesouro diz que terá esgotado sua capacidade de endividamento, a solução será apenas temporária e estabelece a perspectiva de um novo impasse no início do próximo ano.

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Os principais índices das bolsas norte-americanas subiram mais de 1 por cento devido ao otimismo com a possibilidade de os parlamentares finalmente fecharem um acordo para encerrar o impasse fiscal.

O líder da maioria do Senado, o democrata Harry Reid, e o líder republicano, Mitch McConnell, anunciaram o acordo no plenário do Senado, onde a proposta deve ser aprovada com facilidade, principalmente após um dos principais críticos do acordo, o senador republicano Ted Cruz, ter dito que não vai agir para barrar a tramitação da matéria.

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Semanas de uma amarga disputa entre democratas e republicanos sobre a reforma do sistema de saúde implantada pelo presidente Barack Obama levaram a uma paralisação do governo por duas semanas, em que centenas de milhares de servidores federais foram colocados em licença sem remuneração.

A briga inicial sobre a lei do sistema de saúde se transformou em uma ampla batalha sobre o teto da dívida, ameaçando provocar um default que teria eco em todo o mundo.

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Democratas e republicanos estão confiantes que a Câmara dos Deputados terá votos suficientes para aprovar o plano bipartidário do Senado nesta quarta-feira, disse um assessor democrata.

Assessores do presidente da Câmara, o republicano John Boehner, telefonaram mais cedo para líderes do Senado para informar que a Câmara votará primeiro sobre a medida, segundo o assessor. Ele acrescentou que parece estar certo que o projeto obterá aprovação com a maioria dos votos de democratas.

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Os parlamentares correm contra o tempo. Enquanto analistas e autoridades norte-americanas dizem que o governo ainda terá cerca de 30 bilhões em caixa para pagar suas obrigações por alguns dias, o setor financeiro pode começar a parar na quinta-feira, caso nenhuma acordo seja assegurado.

A agência de classificação de risco Fitch alertou na terça-feira que pode rebaixar a nota "AAA" dos Estados Unidos citando a disputa política sobre a elevação do teto da dívida do país.

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(Reportagem adicional de Susan Heavey, Bill Trott e Thomas Ferraro)

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