'Sem China não ganhamos dinheiro': Europa precisa do mercado chinês, dizem empresários europeus

Empresários alemães avaliam que a receita proveniente da China é essencial para que seus negócios prosperem e cresçam na Europa

Chanceler alemão Scholz com presidente da China Xi Jinping em Pequim 4/11/2022
Chanceler alemão Scholz com presidente da China Xi Jinping em Pequim 4/11/2022 (Foto: Kay Nietfeld/Pool via REUTERS)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Sputnik - Enquanto Washington procura limitar os laços econômicos com Pequim, duas grandes empresas alemãs, Volkswagen e a empresa química BASF, expandem seus investimentos na China, relata o jornal The New York Times.

Em particular, o artigo aponta que a Volkswagen, que tem mais de 40 fábricas na China, disse que planeja adaptar seus carros para atender às necessidades dos consumidores chineses. Além disso, a empresa investirá bilhões em parcerias locais e instalações de produção.

continua após o anúncio

"É parte de um tema revelado pela fabricante de automóveis alemã no ano passado: 'Na China para a China'", diz o artigo.

Ao mesmo tempo, o líder mundial na área química, BASF, que tem 30 instalações de produção na China, planeja investir € 10 bilhões (R$ 54,6 bilhões) em um novo grande complexo de produção química na China.

continua após o anúncio

"Em toda a Alemanha, executivos estão cientes de que tais investimentos vão ao contrário dos esforços dos Estados Unidos para isolar economicamente a China", afirma a edição.

Os empresários alemães contrapõem que a receita proveniente da China é essencial para que seus negócios prosperem e cresçam na Europa.

continua após o anúncio

"Sem os negócios na China, a reestruturação necessária aqui não seria tão possível. Diga apenas um investimento na Europa onde poderíamos ganhar dinheiro", cita o artigo Martin Brudermuller, chefe executivo da BASF.

Segundo o jornal, a Volkswagen está em uma situação semelhante.

continua após o anúncio

"Os altos custos de energia e de mão de obra [na Europa] deixaram a empresa muito dependente das vendas da China para ajudar a garantir as operações na Europa."

O artigo observa que cortar os laços com a China seria muito caro para toda a Europa, e especialmente para a Alemanha.

continua após o anúncio

"A Alemanha pode perder receitas no valor de mais de € 131 bilhões [R$ 715,5 bilhões]. E poderia ser ainda mais se a China retaliasse", conclui o artigo.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247