Segundo turno de eleições regionais na França confirma derrota de partidos de Macron e Le Pen

Os primeiros resultados do segundo turno das eleições regionais na França, realizado neste domingo (27), confirmam a derrota do Partido A República em Marcha (LREM), do presidente Emmanuel Macron, e da Reunião Nacional (RN), de Marine Le Pen, da extrema direita

Marine Le Pen e Emmanuel Macron
Marine Le Pen e Emmanuel Macron (Foto: Gisele Federicce)


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RFI - Os dados das eleições regionais na França deste domingo (27) indicam que todos os atuais chefes de regiões que representam partidos tradicionais - o Socialista e o Republicanos -, foram reeleitos. Como no primeiro turno, a taxa de abstenção foi alta, de cerca de 65%. A República em Marcha (LREM), do presidente Emmanuel Macron, e da Reunião Nacional (RN), de Marine Le Pen, da extrema direita, foram derrotados. 

O primeiro turno, no domingo (20) da semana passada, teve um recorde de mais de 66% de abstenção. O segundo turno conseguiu mobilizar pouco mais de 1% do eleitorado e a taxa de participação foi a menor registrada desde 1986.

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Cerca de 48 milhões de eleitores estavam aptos a votar, para escolher os 13 executivos regionais, além dos representantes dos departamentos franceses. A votação aconteceu a 10 meses das eleições presidenciais francesas e foi vista como um termômetro para 2022.

Direita tradicional sai reforçada

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O partido de extrema direita RN, da líder Marine Le Pen, tinha chances de ganhar em apenas uma região, a Provence-Alpes-Côte d’Azur, mas perdeu o duelo do segundo turno para o atual chefe.

Renaud Muselier, do Republicanos (LR) venceu Thierry Mariani, do RN, com cerca de 57% dos votos, segundo as primeiras estimativas. Muselier se beneficiou do fato de que a lista de esquerda, liderada pelo ecologista Jean-Laurent Félizia, se retirou da disputa entre os dois turnos para impedir a eleição do candidato da extrema direita.

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Apesar da derrota, Marine Le Pen, fez um discurso confiante e conclamou os franceses a se mobilizar “já a partir de amanhã, para construirmos juntos a alternativa que a França precisa”.

Políticos da direita tradicional, que sonham com a eleição presidencial de 2022, foram reeleitos com facilidade. Na região Hauts-de-France (Norte), Xavier Bertrand, conquistou cerca de 52% dos votos. Ele não perdeu tempo em confirmar sua candidatura ao Palácio do Eliseu no ano que vem.

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“Este resultado me dá força para me apresentar diante de todos os franceses”, disse Bertrand. “Agora, todo mundo entendeu que a eleição presidencial será uma disputa a três”, declarou o Republicano em referência ao duelo Macron x Le Pen apontado anteriormente por vários institutos de pesquisa para 2022.

Em Auvergne-Rhône-Alpes (centro da França), Laurent Wauquiez, do LR, foi reeleito com 55%. Outra vitória simbólica para o partido conservador foi a de Valérie Pécresse, que se reelegeu na região Ile-de-France, onde fica Paris.

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Alguns líderes da esquerda também foram reeleitos, relançando o suspense para as eleições presidenciais de 2022.

Partido de Macron decepciona

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O mau desempenho do partido LREM representa um alerta para o presidente Emmanuel Macron. Os resultados do segundo turno são uma "decepção" para a maioria presidencial, admitiu o líder da sigla, Stanislas Guerini.

O jovem partido presidencial não conseguiu se impor em nenhuma das 13 regiões da França metropolitana. Tanto o LREM quanto o RN pagam o preço de sua falta de implantação territorial, segundo analistas.

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Os partidos “tradicionais” tinham perdido muito espaço na mídia nos últimos anos, após a vitória surpresa do centrista Macron em 2017. As eleições regionais redistribuíram as cartas, mas o retorno de um duelo clássico entre esquerda x direita deve ser analisado com prudência, aconselham os analistas. “Nada indica que o duelo Macron x Le Pen é carta fora do baralho”, afirma Jérôme Sainte-Marie, presidente do instituto de pesquisa PollingVox.

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