Secretário-geral da OTAN vê aliança entre Rússia e China como grande ameaça

"A China pretende se tornar a economia líder mundial, investindo somas consideráveis ​​em seu potencial nuclear, trabalhando cada vez mais de perto com a Rússia", disse Jens Stoltenberg

Jens Stoltenberger, secretário geral da Otan
Jens Stoltenberger, secretário geral da Otan (Foto: Agência Brasil)


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Sputnik – O mais alto representante da Aliança Atlântica frisa que, embora continue a ser um empreendimento regional, a OTAN tem como objetivo enfrentar desafios à escala global.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, afirmou nesta segunda-feira (11) que o desenvolvimento econômico da China e sua colaboração com a Rússia representam uma ameaça à segurança da Aliança Atlântica.

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"A ascensão da China é importante para nossa segurança. Nós vemos como tentam controlar infra-estruturas cruciais, vemos no ciberespaço, vemos na África [...]. A China pretende se tornar a economia líder mundial, fazendo progressos significativos na criação de tecnologias destrutivas e investindo somas consideráveis ​​em seu potencial nuclear, trabalhando cada vez mais de perto com a Rússia", disse Stoltenberg durante a 67ª Assembleia Parlamentar da OTAN.

Por outro lado, o secretário-geral da organização sublinhou que a Aliança Atlântica continuará a ser um empreendimento regional, embora com um objetivo importante: enfrentar desafios à escala global.

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"Não estou defendendo a transformação da OTAN em uma aliança global. Mas acredito que, sendo uma aliança regional, devemos enfrentar as ameaças globais", enfatizou Stoltenberg.

Expulsão de representantes russos

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Em 6 de outubro, a OTAN anunciou que decidiu privar "oficiais de inteligência russos não declarados" de acreditação oficial perante a Aliança Atlântica e reduziu o número dos representantes da delegação de Moscou para dez.

Jens Stoltenberg justificou a medida afirmando que a OTAN teve que agir contra crescentes "atividades malignas" da Rússia. A representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, qualificou essa decisão como "um passo absurdo".

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