Secretário-geral da ONU alerta que conflito nuclear pela Ucrânia volta a ser "uma das possibilidades"

"A perspectiva de um conflito nuclear, outrora impensável, agora volta a ser uma possibilidade", disse António Guterres

(Foto: REUTERS)


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(Reuters) - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, soou o alarme nesta segunda-feira porque a Rússia aumentou o nível de alerta de suas forças nucleares após invadir a Ucrânia, o que ele descreveu como um "desdobramento de dar frio na espinha".

"A perspectiva de um conflito nuclear, outrora impensável, agora volta a ser uma possibilidade", disse Guterres a repórteres, repetindo seu pedido por um fim imediato às hostilidades.

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A invasão da Ucrânia pela Rússia, que começou em 24 de fevereiro, fez com que mais de 2,8 milhões de pessoas fugissem pelas fronteiras da Ucrânia até agora e aprisionou centenas de milhares em cidades sitiadas, ao mesmo tempo em que gerou sanções do Ocidente contra Moscou.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse mês passado que as forças nucleares do seu país deveriam ficar em alto alerta, aumentando os temores de que a invasão à Ucrânia pudesse levar a uma guerra nuclear. Autoridades dos Estados Unidos disseram que não veem motivo até agora para modificar os níveis de alerta nucleares norte-americanos.

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Guterres também defendeu a preservação da segurança de instalações nucleares, após um incêndio na usina nuclear de Zaporizhzhia na Ucrânia, a maior da Europa, que começou durante a tomada da usina por forças russas.

Ele também disse que a ONU alocaria mais 40 milhões de dólares do Centro de Resposta de Emergência para reforçar a assistência humanitária à Ucrânia.

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Guterres também comentou o ataque com um missil com ogiva na cidade de Donetsk, que deixou 20 civis mortos e outros 28 feridos nesta segunda.

"Ouvi notícias sobre este incidente e quero dizer que nossa posição sobre isso é muito clara: qualquer ataque a civis ou infraestrutura civil é lamentável se for acidental e repreensível se for deliberado. A esmagadora maioria das mortes de civis e a destruição da infraestrutura civil foram causadas pelas forças russas no contexto da guerra", respondeu Guterres à pergunta a esse respeito em uma entrevista coletiva.

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