Secretário de Saúde da Argentina renuncia após Macri vetar protocolo sobre aborto legalizado
O presidente da Argentina, Maurício Macri, vetou uma atualização de protocolo sobre a interrupção despenalizada da gravidez, o que fez o secretário de saúde Adolfo Rubinstein, ligado à União Cívica Radical (UCR), renunciar ao posto. Aumenta a crise política no país vizinho
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247 - O presidente da Argentina, Maurício Macri, vetou uma atualização de protocolo sobre a interrupção despenalizada da gravidez, o que fez o secretário de saúde Adolfo Rubinstein, ligado à União Cívica Radical (UCR), renunciar ao posto e colocar em dúvida a liderança da oposição a Alberto Fernández que o atual mandatário argentino prometia ocupar.
“Esse protocolo tem a ver com a aplicação de garantias e direitos já consagrados pelas leis do nosso país”, afirmou Rubinstein, que foi ministro da Saúde entre 2017 e 2018.
O texto publicado pelo ex-secretário atualizava o “Protocolo para a Atenção Integral das Pessoas com Direito à Interrupção Legal da Gravidez (ILE)”, de acordo com o novo Código Civil argentino e com as recomendações da Organização Mundial da Saúde. “Hoje, o aborto na Argentina não é considerado delito quando solicitada a prática para evitar um perigo para a vida ou a saúde da pessoa que engravidou, ou quando a gravidez seja produto de um estupro”, destacava o protocolo.
Rubinstein lamentou a crise política. “Houve uma repercussão política indesejada que terminou misturando as causas da interrupção legal com o debate sobre interrupção voluntária da gravidez”, disse.
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