Secretário de Justiça diz que agora se lembra de debater Rússia em campanha de Trump

Em depoimento ao Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse ter se recordado da reunião de março de 2016 à qual o assessor de política externa George Papadopoulos estava presente, "mas não tenho nenhuma recordação clara dos detalhes do que ele disse durante essa reunião"; em testemunho anterior, ele que disse não estava ciente de tais contatos

Em depoimento ao Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse ter se recordado da reunião de março de 2016 à qual o assessor de política externa George Papadopoulos estava presente, "mas não tenho nenhuma recordação clara dos detalhes do que ele disse durante essa reunião"; em testemunho anterior, ele que disse não estava ciente de tais contatos
Em depoimento ao Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse ter se recordado da reunião de março de 2016 à qual o assessor de política externa George Papadopoulos estava presente, "mas não tenho nenhuma recordação clara dos detalhes do que ele disse durante essa reunião"; em testemunho anterior, ele que disse não estava ciente de tais contatos (Foto: Aquiles Lins)


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WASHINGTON (Reuters) - O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse nesta terça-feira que agora se lembra de uma reunião com o então candidato presidencial Donald Trump e assessores na qual as conexões da campanha com a Rússia foram debatidas, apesar de ter testemunhado anteriormente que não estava ciente de tais contatos.

Sessions, que depôs ao Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, disse ter se recordado da reunião de março de 2016 à qual o assessor de política externa George Papadopoulos estava presente, "mas não tenho nenhuma recordação clara dos detalhes do que ele disse durante essa reunião".

Papadopoulos, que se declarou culpado de ter mentido ao FBI a respeito de seus contatos com a Rússia, disse durante a reunião de campanha de Trump que tinha ligações com Moscou e que poderia arranjar um encontro entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, de acordo com documentos dos tribunais.

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Em janeiro, durante sua audiência de confirmação no Senado, Sessions disse não estar ciente de comunicações entre a campanha e a Rússia.

Em outra audiência do Senado no mês passado, o secretário afirmou não ter tido nenhum envolvimento inadequado com russos nem ter ciência de nenhum outro membro da campanha que tenha tido.

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Acusações de conluio com a Rússia durante a campanha eleitoral vêm assombrando os primeiros 10 meses de Trump no cargo, e deram ensejo a uma investigação do conselheiro especial Robert Mueller e vários inquéritos do Congresso.

Agências de inteligência dos EUA concluíram que Moscou interferiu na eleição de 2016 para ajudar a candidatura do republicano Trump.

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O Kremlin o nega, e Trump diz não ter existido nenhum conluio entre sua campanha e autoridades russas.

Sessions, que enfrentou perguntas duras de democratas do Comitê Judiciário nesta terça-feira, negou vigorosamente ter mentido ao Congresso sobre seus contatos com a Rússia.

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"Não aceitarei e rejeito acusações de que menti sob juramento. Isso é mentira", afirmou.

Durante a reunião de março de 2016, Sessions descartou a ideia de Papadopoulos de engajamento com contatos russos, de acordo com uma fonte a par do assunto.

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Sessions disse que agora se lembra da conversa com Papadopoulos.

"Depois de ler seu relato, e tão bem quanto me lembro, acredito que eu quis deixar claro a ele que ele não estava autorizado a representar a campanha junto ao governo russo, ou qualquer outro governo estrangeiro, por sinal", disse o secretário nesta terça-feira.

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Após a reunião, disse Sessions, ele não teve "nenhum conhecimento adicional" de novos contatos entre a campanha e autoridades russas.

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