Secretário de Estado dos EUA alerta líderes do Pacífico sobre "coerção econômica" da China

O secretário de Estado dos EUA reiterou o apoio de Washington às nações insulares do Pacífico enquanto enfrentam os "desafios comuns que temos de enfrentar juntos"

Antony Blinken
Antony Blinken (Foto: Reuters)


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Sputnik - O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, alertou os líderes dos países do Pacífico sobre "ameaças à ordem internacional baseada em regras" e a "coerção econômica", em uma indireta contra a crescente influência da China na região, relata o jornal The Guardian nesta quarta-feira (2).

Blinken se dirigia a líderes, e suas delegações, de 11 países e territórios do Pacífico, incluindo Fiji, Ilhas Salomão, Ilhas Cook, Micronésia, Polinésia Francesa, Palau e Ilhas Marshall como parte da Conferência de Líderes das Ilhas do Pacífico, realizada no Havaí, EUA.

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O secretário de Estado dos EUA reiterou o apoio de Washington às nações insulares do Pacífico enquanto enfrentam os "desafios comuns que temos de enfrentar juntos", incluindo a COVID-19 e a crise climática. Mas o foco principal de seu discurso foi a crescente influência da China na região.

"A coerção econômica em toda a região está aumentando. Os EUA querem mais desenvolvimento e investimento nas ilhas, mas esse investimento deve seguir os padrões internacionais de desenvolvimento ambiental e socialmente sustentável e deve ser buscado de forma transparente, com consulta pública […]. E cada país, não importa seu tamanho, deve sempre ser capaz de fazer escolhas sem medo de retribuição."

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Jonathan Pryke, diretor do Programa das Ilhas do Pacífico do Instituto Lowy, na Austrália, afirmou que era "bastante óbvio" quem Blinken tinha em vista durante o discurso, uma vez que "há apenas um país que está se engajando no Pacífico de uma forma importante nas últimas décadas que não faz parte do clube tradicional e esse país é a China".

A China aprofundou suas conexões com governos em todo o Pacífico nas últimas décadas, comprometendo-se em empréstimos significativos, bem como no pagamento de enormes projetos de infraestrutura, conta a mídia.

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"É totalmente legítimo para a China operar no Pacífico e há preocupações legítimas sobre a forma como a China está operando no Pacífico também […]. Acho que subestimamos a atuação das nações do Pacífico e sua capacidade de tomar decisões", comenta Pryke.

O especialista do Instituto Lowy também questionou a abordagem norte-americana de alertar as nações do Pacífico sobre a influência da China, dada a presença diplomática quase inexistente dos EUA em muitos países do Pacífico.

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"Eles [EUA] realmente têm uma presença marginal, uma coisa é dizer todas essas coisas sobre 'tome cuidado, precisamos parar essa influência maligna em seus países', mas quais são as alternativas que você está oferecendo?", ressalta Pryke.

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