Secretário da OEA sobre Paraguai: não foi golpe
Secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza (centro) afirmou que há absoluta normalidade econômica e política no governo de Federico Franco (esq), e recomenda não aplicar retaliações contra o impeachment de Lugo; decisão ficou para próxima reunião, ainda sem data
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247 – O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, decidiu apoiar, e não retaliar, o novo governo paraguaio, comandado pelo presidente Federico Franco. Em reunião nesta terça-feira com os países-membros da entidade, em Washington, nos Estados Unidos, Insulza leu documento em que confirma haver "normalidade" no governo Franco e recomendou que não sejam aplicadas sanções contra o país a fim de "evitar sofrimentos desnecessários".
O encontro é uma reunião extraordinária que acontece com o intuito de fazer um balanço sobre a viagem do secretário-geral a Assunção, na semana passada. Insulza liderou uma missão para avaliar a situação política do Paraguai, onde se reuniu com Fernando Lugo e com Federico Franco. Na capital paraguaia, ele esteve acompanhado de representantes dos Estados Unidos, Canadá, México, Honduras e Haiti.
As autoridades do Paraguai se mostravam otimistas sobre uma decisão da OEA que considerasse a destituição de Fernando Lugo um golpe de Estado. A expectativa era que fossem aplicadas sanções ou até mesmo a exclusão do Paraguai da Organização. Na semana passada, Lugo afirmou que sua queda foi produto de um processo "sumário" em que torna ignorado seus direitos "humanos", "cívicos" e "constitucionais".
Durante seu discurso, Insulza lembrou que no dia em que foi destituído da presidência, no dia 22 de junho, Fernando Lugo aceitou a decisão do processo que acontecia no Congresso e se despediu formalmente do cargo. O embaixador paraguaio na OEA, Hugo Saguier Caballero, pediu que a Organização não demore em sua decisão final, que será tomada com base no relatório de Insulza, e que não haja mais ações desleais, mas sim "que se faça justiça".
Decisão adiada
Os países membros ficaram de analisar o relatório do secretário da OEA com suas chancelarias. Só depois, numa nova reunião, a organização deve manifestar sua decisão sobre a substituição de governo no Paraguai. Delegações como as da Venezuela e da Nicarágua já manifestaram questionamentos quanto ao documento elaborado por Insulza e insistiram em rechaçar o governo de Federico Franco.
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