Scholz diz estar 'irritado' com possível ingresso da Turquia em órgão liderado por Rússia e China

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse estar "muito irritado" com as tentativas da Turquia de se juntar a um órgão de segurança da Ásia Central dominado por Rússia e China

Chanceler alemão Olaf Scholz em Berlim 9/9/2022
Chanceler alemão Olaf Scholz em Berlim 9/9/2022 (Foto: REUTERS/Christian Mang)


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Sputnik - O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse nesta terça-feira (20) estar "muito irritado" com as tentativas da Turquia de se juntar a um órgão de segurança da Ásia Central dominado por Rússia e China.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse no sábado (17) que a Turquia, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) pretende ingressar na Organização de Cooperação de Xangai (OCX).

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"Essa não é uma organização que está dando uma contribuição importante para uma boa coexistência global", disse Scholz na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, após se reunir com Erdogan.

De acordo com a Reuters, o chanceler alemão estaria "muito irritado com esse envolvimento". Para Erdogan, a adesão da Turquia à OCX levará as suas relações com os países participantes para um nível completamente diferente.

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Ao ser perguntado se leva em conta a opção de aderir à organização, Erdogan respondeu de forma afirmativa: "Claro. Esse é o nosso objetivo", salientou.

A Organização de Cooperação de Xangai (OCX, na sigla em inglês) foi fundada em 2001, integrando a Rússia, Índia, Cazaquistão, China, Quirguistão, Tajiquistão, Paquistão e Uzbequistão. Atualmente a Turquia é um país observador.

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Ainda hoje (20), na ONU, o chanceler Scholz rejeitou o referendo para as repúblicas populares de Lugansk e Donetsk, e as regiões ucranianas de Kherson e Zaporozhie, para se juntar à Rússia. Ele classificou as votações como "inaceitáveis".

Scholz novamente culpou a Rússia pelo aumento global dos preços dos alimentos e alertou contra as tentativas de países terceiros de contornar as sanções da União Europeia contra a Rússia.

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Ele disse que as restrições "não impedem a venda de alimentos russos". A Rússia, por sua vez, insiste que as restrições ao comércio internacional afetaram suas exportações de alimentos e fertilizantes.

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