Sarkozy avalia acionar Corte Europeia de Direitos Humanos: 'não posso aceitar ser condenado'

O ex-presidente francês foi condenado por ter, segundo a Justiça, participado de um "pacto de corrupção" com seu ex-advogado para subornar o juiz Gilbert Azibert e convencê-lo a compartilhar informações sobre uma investigação legal

Nicolas Sarkozy
Nicolas Sarkozy (Foto: REUTERS/Charles Platiau)


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Sputnik - O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy disse que considera a possibilidade de levar à Corte Europeia de Direitos Humanos o caso que o condenou a três anos de prisão por corrupção.

A informação foi publicada nesta terça-feira (2) pelo veículo francês Le Figaro.

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"Não posso aceitar ser condenado por algo que não fiz", disse Sarkozy ao jornal, um dia depois de ter sido considerado culpado.

Apesar da condenação, o Tribunal de Justiça de Paris decidiu que dois dos três anos da sentença estão isentos de cumprimento. O terceiro ano da condenação pode ser cumprido em regime domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica.

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Segundo o ex-presidente francês, seu julgamento foi "crivado de inconsistências" e "não fornece nenhuma prova, mas apenas um pacote de evidências circunstanciais".

Sarkozy, que foi presidente da França entre 2007 e 2012, já havia dito na segunda-feira (1º) que as conclusões do Tribunal eram "totalmente infundadas e injustificadas" e que ele apelaria da decisão.

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"Talvez seja necessário levar esta batalha ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Seria doloroso para mim ter meu próprio país condenado, mas estou pronto porque esse seria o preço da democracia", disse Sarkozy.

O Tribunal concluiu que Sarkozy formou um "pacto de corrupção" com seu ex-advogado e amigo Thierry Herzog para subornar o juiz Gilbert Azibert e convencê-lo a compartilhar informações sobre uma investigação legal.

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Questionado sobre seu futuro político, em meio a especulações de que a direita francesa poderia vê-lo como um possível candidato nas eleições presidenciais do próximo ano, Sarkozy insistiu: "Eu disse que não serei candidato e mantenho isso".

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