Santos tenta salvar acordo de paz na Colômbia

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recebeu representantes do Centro Democrático (do líder da campanha pelo ‘não’, o ex-mandatário Álvaro Uribe) para tentar salvar o acordo de paz com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), rejeitado no último domingo; em sua declaração, o chefe de Estado reiterou seu apelo à unidade e pediu para se "deixar para trás os atritos, os ódios e a polarização"

Presidente Santos cumprimenta o líder das Farc Timochenko em Cartagena. 26/9/2016. REUTERS/John Vizcaino
Presidente Santos cumprimenta o líder das Farc Timochenko em Cartagena. 26/9/2016. REUTERS/John Vizcaino (Foto: Leonardo Attuch)


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Do Opera Mundi O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recebeu, nesta segunda-feira (04/10), representantes do Centro Democrático (do líder da campanha pelo ‘não’, o ex-mandatário Álvaro Uribe) para tentar salvar o acordo de paz com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), rejeitado no último domingo (02/10)

Santos disse, em comunicado, que recebeu "com entusiasmo a designação de três porta-vozes do Centro Democrático para sentar-se para dialogar e levar o processo de paz a um final feliz". Esses três membros são Óscar Iván Zuluaga, que foi rival de Santos nas eleições presidenciais de 2014, seu companheiro de chapa para a vice-presidência, Carlos Holmes Trujillo, e o senador Ivan Duque, uma das novas figuras do uribismo.

Para dialogar com eles, o chefe de Estado designou o chefe da equipe negociadora do governo, Humberto de la Calle; a chanceler María Ángela Holguín, e o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas. De La Calle havia colocado seu cargo à disposição após o fracasso no plebiscito, mas a demissão não foi aceita por Santos.

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Além de De La Calle, a ministra da Educação, Gina Parody, que fez campanha ativa pelo ‘sim’, renunciou ao cargo, informaram nesta terça-feira (04/10) os meios de comunicação colombianos.

Em sua declaração, o chefe de Estado reiterou seu apelo à unidade e pediu para se "deixar para trás os atritos, os ódios e a polarização". Para Santos, "com a vontade de paz de todas as partes", se poderá "chegar em breve a soluções satisfatórias para todos".

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Em um debate no Senado, Uribe disse que seu partido tem "toda a vontade do diálogo" e perguntou às organizações políticas que apoiam Santos se o governo está disposto a escutá-las "para introduzir algumas mudanças" no acordo.

Uribe: “Pacto nacional”

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Ainda na segunda-feira, o ex-presidente e senador Álvaro Uribe afirmou que queria "um grande pacto nacional" após ter sido bem-sucedido na campanha pelo ‘não’ no plebiscito.

"Queremos apresentar um grande pacto nacional, nos parece fundamental que em nome da paz não se criem riscos aos valores que a tornam possível", afirmou Uribe em declaração lida para jornalistas e correligionários em seu sítio em Rionegro, município próximo a Medellín.

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Uribe, senador do Centro Democrático, convidou a comunidade internacional que apoiou o acordo com as FARC para a “reflexão”, e pediu que ela entenda suas razões para se opor ao pacto. "Sabemos que nossos compatriotas do 'sim', ao receber a mensagem de nossa boa vontade, nos escutarão e os escutaremos, pedimos o mesmo ao governo, a seus negociadores e à comunidade internacional", disse.

(*) Com Efe

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