Rússia testará vacina contra a Covid em 40 mil voluntários na próxima semana

"Começando na próxima semana, nós lançaremos testes clínicos pós-registro da vacina russa, dos quais participarão mais de 40 mil pessoas. Eles serão realizados totalmente de acordo com os padrões internacionais", disse presidente do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), Kirill Dmitriev

Frascos de vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou 06/08/2020
Frascos de vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou 06/08/2020 (Foto: Fundo Russo de Investimento Direto/Divulgação via REUTERS)


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Sputnik - Vacina Sputnik V está sendo produzida em quatro plataformas diferentes, brevemente sua produção deverá ser iniciada em outras duas, disse vice-diretor do Centro Gamaleya, Denis Logunov.

Além disso, a vacina será submetida a testes pós-registro que contarão com a participação de dezenas de milhares de pessoas.

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"Começando na próxima semana, nós lançaremos testes clínicos pós-registro da vacina russa, dos quais participarão mais de 40 mil pessoas. Eles serão realizados totalmente de acordo com os padrões internacionais. Isso será um estudo clínico randomizado duplo-cego e controlado por placebo", declarou o presidente do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), Kirill Dmitriev a jornalistas em videoconferência.

Vacina e OMS

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Por sua vez, em relação ao medicamento russo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) "mudou de tom" segundo Dmitriev.

Além disso, ele não vê impedimentos para que os órgãos reguladores de outros países aprovem a vacina russa contra o coronavírus SARS-CoV-2 sem a autorização da OMS.

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"Nós vimos uma significativa mudança no tom da OMS. Inicialmente, de fato, eles não tinham informação suficiente sobre a vacina russa, mas agora a informação oficial foi enviada, e eles vão a avaliar", disse Dmitriev.

Entretanto, Dmitriev destacou o Brasil como um dos países que têm grandes capacidades para se tornarem plataformas de produção da vacina.

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"Entre tais países eu destacaria a Índia, o Brasil, a Coreia [do Sul], Cuba e uma série de outros países que contam com capacidades muito grandes", acrescentou.

Por sua vez, o vice-diretor do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, Denis Logunov, afirmou na videoconferência:

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"Atualmente nós possuímos quatro plataformas de produção e três parceiros comerciais."

Contudo, outras duas plataformas deverão se integrar à produção em breve.

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