Rússia: imposição de quaisquer soluções é interferência na Venezuela

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, declarou que o desejo de legitimar a tentativa de usurpar o poder na Venezuela é uma interferência direta nos assuntos do país, que não contribui para a solução efetiva e pacífica da crise; "Qualquer solução para a crise política interna da Venezuela só é possível pelos próprios venezuelanos", disse 

Rússia: imposição de quaisquer soluções é interferência na Venezuela
Rússia: imposição de quaisquer soluções é interferência na Venezuela (Foto: REUTERS-Sergei Karpukhin)


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Agência Sputnik - O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, declarou que o desejo de legitimar a tentativa de usurpar o poder na Venezuela é uma interferência direta nos assuntos do país, que não contribui para a solução efetiva e pacífica da crise.

"Qualquer solução para a crise política interna da Venezuela só é possível pelos próprios venezuelanos. A imposição de soluções ou legitimar a tentativa de usurpar o poder é, em nossa opinião, tanto uma interferência direta quanto indireta nos assuntos internos da Venezuela", disse Peskov.

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O comunicado do porta-voz russo a repórteres foi feito enquanto comentava o reconhecimento pelos países da União Europeia de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Segundo o representante do Kremlin, essa interferência "não contribui de forma alguma para uma solução pacífica, eficaz e viável da crise vivida pelos venezuelanos, que […] devem ultrapassar sozinhos a crise".

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Na segunda-feira (4), o premiê da Espanha, Pedro Sánchez, reconheceu o líder oposicionista do país caribenho. Logo após a declaração espanhola, a França, a Suécia, a Áustria, a Dinamarca, a Alemanha, a Holanda e o Reino Unido também reconheceram Guaidó.

 No dia 31 de janeiro, o Parlamento Europeu solicitou à chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, e aos governos dos países-membros, que se juntassem ao reconhecimento do líder da oposição.

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Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, autoproclamou-se chefe de Estado interino no dia 23 de janeiro, o que ocasionou uma série de manifestações e crise no país.

Os EUA e vários outros países anunciaram o reconhecimento de Guaidó e exigiram que o reeleito presidente venezuelano Nicolás Maduro não permitisse o uso da força contra a oposição. Para o líder venezuelano, Washington está arquitetando um golpe de Estado em Caracas.

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