Rússia cobra que os EUA retirem suas armas nucleares da Europa: "já é hora de voltarem para casa"

Segundo Lavrov, é "inaceitável" que os EUA tenham armas em território europeu e o Ocidente deve abdicar de instalações militares em áreas da União Soviética

21/02/2022
MRE da Rússia/Divulgação via REUTERS
21/02/2022 MRE da Rússia/Divulgação via REUTERS (Foto: RUSSIAN FOREIGN MINISTRY)


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Sputnik - O Ocidente deve abdicar da construção de instalações militares nos territórios das antigas repúblicas da União Soviética, disse hoje, terça-feira o chanceler russo, Sergei Lavrov.

Para a Rússia, é inadmissível que os EUA tenham armas nucleares na Europa, é tempo para retirá-las, segundo o chefe da diplomacia russa.

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"Para nós é inaceitável que, contrariando as disposições fundamentais do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, até hoje haja armas nucleares dos EUA no território de uma série dos países europeus. Permanece a prática perversa de 'missões nucleares conjuntas' envolvendo países não nucleares da OTAN. Em seu quadro, são treinados cenários de implementação do armamento nuclear contra a Rússia. Já é hora de as armas nucleares americanas voltarem para casa e de desmantelar completamente toda a infraestrutura ligada a elas na Europa", declarou em seu discurso na conferência sobre desarmamento.

"Os países ocidentais devem abdicar da construção de instalações militares nos territórios dos países que anteriormente foram parte da União Soviética e não são membros da Aliança, inclusive sua infraestrutura para realizar quaisquer atividades militares.''

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De acordo com suas palavras, o Ocidente ainda não mostra estar pronto a apresentar à Rússia suas garantias de segurança jurídicas e de longo prazo, sobretudo a recusa de expansão da OTAN para leste.

Ele ressaltou que para Moscou é "de importância crucial" atingir esses objetivos, inclusive a necessidade de fazer com que os potenciais militares, inclusive de combate, bem como a infraestrutura da OTAN, retornem ao estado em que estavam em 1997, quando foi assinado o Ato entre a Rússia e a Aliança Atlântica.

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