Rússia exige desculpas da agência europeia por críticas à vacina Sputnik V

A Rússia criticou e exigiu desculpas nesta terça-feira pelos comentários de uma funcionária da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) que comparou a autorização de emergência da vacina Sputnik V por parte de alguns países europeus a uma "roleta russa"

Foto de divulgação fornecida pelo Fundo de Investimento Direto Russo com frascos de vacina contra a Covid-19 desenvolvida por um laboratório russo, em Moscou
Foto de divulgação fornecida pelo Fundo de Investimento Direto Russo com frascos de vacina contra a Covid-19 desenvolvida por um laboratório russo, em Moscou (Foto: RDIF/Divulgação via REUTERS)


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247 - A Rússia exige que a agência europeia peça desculpas por críticas à Sputnik V.  "Pedimos uma desculpa pública a Christa Wirthumer-Hoche, da EMA, por seus comentários negativos a respeitos dos países membros da UE que aprovam diretamente a Sputnik V", afirmaram no Twitter os criadores da vacina, o centro de pesquisa estatal Gamaleya e o Fundo Soberano Russo (RDIF).

"Comentários deste tipo são inapropriados e abalam a credibilidade da EMA e seu processo de avaliação", afirmaram, denunciando "possíveis interferências políticas".

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No domingo, a presidente do conselho direção da EMA, Christa Wirthumer-Hoche, "advertiu" os Estados membros da UE que não autorizem o uso emergencial da Sputnik V, alegando a falta de dados suficientes sobre as pessoas vacinadas.

A vacina Sputnik V deu um passo chave para sua implantação na União Europeia (UE) na semana passada com o início de sua revisão por parte da EMA, que tem sede em Amsterdã.

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Após o anúncio, as autoridades russas disseram que estavam preparadas para fornecer vacinas a 50 milhões de europeus a partir de junho.

Com o argumento de que sua vacina já foi aprovada em 46 países, o fundo russo voltou a criticar nesta terça-feira a EMA por "adiar durante meses" o processo de validação da Sputnik V.

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Vários países da UE, impacientes com um processo considerado muito lento, recorrem a vacinas ainda não aprovadas, como a Hungria, que começou a administrar o fármaco russo em sua população no mês passado.

República Tcheca e Eslováquia também fizeram pedidos à Rússia, informa o UOL.

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