Rússia, EUA e Alemanha articulam paz na Ucrânia
Apostas no caos perdem; presidente Vladimir Putin e chanceler Angela Merkel concordam em "investigação completa e imparcial" sobre queda do Boeing da Malaysia Airlines; em Washington, embaixador Sergei Lavrov e secretário de Estado John Kerry se comprometem em cerrar esforços pelo fim da guerra separatista na Ucrânia; governo instalado após derrubada de presidente eleito sairia beneficiado, mas Rússia manteria cidade portuária de Sebastopol; "Conflito tem de ser resolvido por consenso", registrou comunicado; Europa tensionada busca superar crise
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247 – As apostas no caos estão em baixa na crise internacional aberta pela queda do voo MH 17, da Malaysia Airlines, na Ucrânia. Após o pedido de cessar-fogo imediato no conflito separatista no País, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, avançou em telefonema para a chanceler Angela Merkel, da Alemanha, na concordância com uma "investigação completa e imparcial sobre todas as causas do acidente". Ao mesmo tempo, em Washington, o chaceler russo Sergei Lavrov e o secretário de Estado americano, John Kerry, manifestaram que ambos os países concordaram em centrar esforços para o fim do conflito na Ucrânia.
- Ambas as partes enfatizaram a importância de uma investigação completa e imparcial sobre todas as circunstâncias do acidente, disse o serviço de imprensa do Kremlin, citando uma conversa telefônica entre Putin e Merkel. Acrescentou que os líderes concordaram que "o derramamento de sangue no leste da Ucrânia deve ser encerrado e que o grupo de contato entre as duas partes tem de retomar as negociações pelo fim do conflito".
O voo MH 17 da Malaysia Airlines caiu na quinta-feira 17, no leste da Ucrânia rebelde perto da fronteira com a Rússia, matando todos os 298 pessoas a bordo. O governo ucraniano e insurgentes trocaram acusações, com ambos os lados alegando ter provas de que a responsabilidade pela queda do avião foi do outro.
No sábado, o chefe de inteligência da Ucrânia, Valentin Nalivaichenko, disse que o governo e os rebeldes concordaram em formar uma "zona de segurança" de 20 quilômetros em torno do local do acidente para facilitar a investigação.
Em Washington, simultaneamente, o chanceler russo Sergei Lavrov e o secretário de Estado americano, John Kerry, concordaram em descerrar todos os esforços pelo fim do conflito separatista na Ucrânia. Em comunicado, os dois países também concordaram que todas as evidências sobre a queda do avião malaio, incluindo as caixas-pretas, devem ficar disponíveis para a investigação internacional e os especialistas devem ter acesso ao local da queda para trabalharem. "Foi ressaltado que o conflito na Ucrânia não tem solução militar e pode ser resolvido pacificamente apenas pela elaboração de um consenso nacional", disse o ministério sobre o telefonema entre Kerry e Lavrov.
O avanço das negociações para uma solução pacífica para o conflito da Ucrânia mostra a disposição dos países envolvidos de não aumentarem a tensão despertada pela situação. Apontada como responsável por armar os rebeldes ucranianos, a Rússia rebateu, inicialmente, afirmando que a responsabilidade pela segurança no território ucraniano é do próprio governo local.
Todas as evidências indicam que foi mesmo o disparo de um míssil buk, fabricado na Rússia e em operação por rebeldes contra o governo ucraniano, instalado após um golpe parlamentar, que abateu o avião com 298 passageiros. Não se confirma, porém, a aposta de que Estados Unidos e Alemanha iriam acuar a Rússia para uma posição de difícil solução. Está prevalecendo o bom senso entre os líderes.
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