Rússia está preparada para dialogar com o Ocidente sobre garantias de segurança, diz diplomata
Segundo Sergey Ryabkov, a Rússia quer debater com os EUA 'garantias de segurança e questões relacionadas à estabilidade estratégica'
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TASS - A Rússia está preparada para dialogar com o Ocidente sobre garantias de segurança e questões de estabilidade estratégica, disse o vice-chanceler Sergey Ryabkov à RBC nesta quinta-feira (3).
"Estamos preparados para dialogar sobre essas questões (garantias de segurança - TASS), bem como sobre questões relacionadas à estabilidade estratégica. Lamentamos que nossos colegas em Washington tenham decidido - e anunciado há vários dias - suspender esses contatos", ele apontou, acrescentando que os EUA eram totalmente culpados por suspender o diálogo.
"Continuamos trabalhando com calma e confiança, temos metas específicas a alcançar. Ninguém está cortando o diálogo com os EUA, mas os canais de diálogo são uma questão à parte, que depende dos objetivos que enfrentamos", ressaltou.
De acordo com Ryabkov, a Rússia e os EUA atualmente mantêm o diálogo principalmente por meio de embaixadas. “Não temos motivos para acreditar que esse algoritmo mudará em um futuro próximo”, observou ele.
Em 17 de dezembro de 2021, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou projetos de acordos sobre as garantias de segurança que Moscou espera receber de Washington e da Otan. Os documentos obrigam particularmente a Otan a interromper sua expansão para o leste e devolver sua infraestrutura militar às fronteiras de 1997. Os Estados Unidos e a Otan entregaram suas respostas por escrito às propostas de segurança da Rússia a Moscou em 26 de janeiro de 2022. O Ocidente não fez concessões cruciais, disse a Rússia em sua própria resposta em fevereiro.
Em 24 de fevereiro, o presidente russo Vladimir Putin anunciou uma operação militar especial com base em um pedido dos chefes das repúblicas do Donbass. O líder russo ressaltou que Moscou não tem planos de ocupar territórios ucranianos e o objetivo é desmilitarizar e desnazificar o país. O Ministério da Defesa da Rússia informou mais tarde que as Forças Armadas russas não estavam realizando ataques contra cidades ucranianas. O ministério enfatizou que a infraestrutura militar ucraniana estava sendo destruída por armas de precisão e não havia ameaça aos civis.
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