Rússia é acusada de ameaçar diplomacia na Síria
Ministros das Relações Exteriores da UE alertaram que os ataques aéreos concebidos para apoiar Assad também podem aprofundar a guerra civil de quatro anos e meio, que já matou 250 mil pessoas; “Os recentes ataques militares russos... causam grande preocupação e precisam cessar imediatamente”, declararam os ministros em seu comunicado mais contundente sobre a intervenção da Rússia
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LUXEMBURGO (Reuters) - A União Europeia acusou a Rússia nesta segunda-feira de colocar em risco os esforços de paz na Síria, pedindo a Moscou que pare de bombardear os rebeldes apoiados pelo Ocidente mas sem chegar a um consenso sobre o papel do presidente sírio, Bashar al-Assad, na resolução da crise.
Buscando uma postura unificada em sua crítica à dramática intervenção militar russa, os ministros das Relações Exteriores da UE alertaram que os ataques aéreos concebidos para apoiar Assad também podem aprofundar a guerra civil de quatro anos e meio, que já matou 250 mil pessoas.
“Os recentes ataques militares russos... causam grande preocupação e precisam cessar imediatamente”, declararam os ministros em seu comunicado mais contundente sobre a intervenção da Rússia.
“A escalada militar traz o risco de prolongar o conflito, minar um processo político, agravar a situação humanitária e aumentar a radicalização”, disseram os representantes reunidos em Luxemburgo.
Os líderes da UE também devem repreender a Rússia em uma cúpula em Bruxelas na quinta-feira, afirmaram autoridades do bloco.
Depois de anos de omissão na Síria, agora a união de 28 nações está desesperada para conter o fluxo de imigrantes. Suas críticas agudas a Moscou enfatizam o quão titubeantes foram as iniciativas diplomáticas desde a reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York no final de setembro, na qual a Europa e os Estados Unidos pediram ajuda à Rússia.
As incursões russas no espaço aéreo da Turquia e os ataques aéreos direcionados não aos militantes do Estado Islâmico, mas a grupos de oposição alienaram o Ocidente e deixaram a diplomacia da UE e da ONU mergulhada na confusão, segundo diplomatas.
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