Rússia diz que teto de preço do petróleo é 'inaceitável' para Moscou

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov disse que a "Rússia não aceitará o teto de preço imposto ao petróleo russo no exterior"

Dmitry Peskov
Dmitry Peskov (Foto: EVGENIA NOVOZHENINA/REUTERS)


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Agência Sputnik - Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov falou neste sábado (3) sobre a determinação adotada pela União Europeia e alguns países do G7 a respeito do petróleo russo.

Segundo Peskov, a "Rússia não aceitará o teto de preço imposto ao petróleo russo no exterior, mas o analisará e decidirá como operar sob novas circunstâncias".

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"Não aceitaremos esse teto. Como organizaremos o trabalho? Faremos um anúncio relevante após uma análise, que será feita prontamente", disse Peskov a repórteres.

Na sexta-feira (2), a União Europeia chegou a um acordo sobre o preço máximo do petróleo russo em US$ 60 (R$ 312) por barril.

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O acordo prevê um mecanismo de revisão para manter o preço máximo 5% abaixo do valor de mercado.

As nações do G7 e a Austrália também concordaram em estabelecer um teto de preço de US$ 60 (R$ 312) para o petróleo da Rússia, que entrará em vigor em 5 de dezembro.

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Moscou já havia antecipado a imposição de um limite de preço, "e agora está analisando a situação", disse o porta-voz.

Para o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, discutir o teto de preços para o petróleo do país não interessa à Rússia. 

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"Negociaremos diretamente com nossos parceiros, e os parceiros que continuam trabalhando conosco, eles não se orientarão por estes tetos, e não darão nenhuma garantia àqueles que introduzem estes tetos ilegalmente", comentou em coletiva na quinta-feira (1º).

"Para aqueles que durante décadas defenderam a liberdade do mercado, a liberdade de concorrência, ditarem os preços ao mercado [...] Este é certamente um desenvolvimento interessante, que, entre outras coisas, envia um sinal muito poderoso a longo prazo a todos os Estados sem exceção, de que, pessoal, vocês precisam pensar em como deixar de usar as ferramentas impostas pelo Ocidente como parte de seu sistema de globalização", notou o ministro.

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"Porque o Ocidente, se amanhã não gostar de você... Ele já não gosta da Rússia, a China já se está tornando um alvo de sanções [...] Qualquer um pode ser o próximo", afirmou.

Desde o início da operação militar especial russa na Ucrânia, um grupo de países liderados por Estados Unidos e UE introduziram um volume sem precedentes de sanções econômicas contra a Rússia, incluindo o setor energético.

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Além da redução das importações de petróleo e gás da Rússia, esses países vêm discutindo há meses a introdução de um teto para a compra do petróleo russo como forma de atacar a economia russa.

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