Rússia diz que não venderá petróleo a países que apoiarem teto do preço

Moscou não pretende fornecer petróleo a países que apoiarem uma proposta para limitar os preços dos combustíveis russos

(Foto: Reuters)


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Sputnik - O vice-premiê da Rússia assegurou que o país só venderá o petróleo a preços de mercado, e que as empresas petrolíferas nacionais se estão preparando para manter a produção após o começo do embargo europeu.

Moscou não pretende fornecer petróleo a países que apoiarem uma proposta para limitar os preços dos combustíveis russos, disse na quinta-feira (1º) Aleksandr Novak, vice-premiê da Rússia.

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"Na minha opinião, isto é completamente absurdo", comentou ele a intenção dos países do G7.

Na opinião de Novak, as tentativas de interferir nos mecanismos de mercado em uma indústria tão importante vão desestabilizá-la, ameaçando também todo o mercado petrolífero, o que poderia levar a um desastre de segurança energética em todo o mundo, "e os primeiros a pagar por isso serão os consumidores europeus e americanos, que já estão pagando preços altos devido aos fatores desestabilizadores que estão adotando. Em particular, as restrições de sanções".

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 O vice-premiê ressaltou que a Rússia não trabalhará em condições que não sejam de mercado, e que as empresas petrolíferas russas estão se preparando para o embargo imposto pela União Europeia, que começa entrando em vigor no final do ano.

"Nossas empresas sabem sobre dezembro, elas estão se preparando para isso. Eles certamente terão dezembro em conta e, portanto, todos os nossos planos são construídos para manter os níveis atuais", garantiu ele.

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Novak acrescentou que a Rússia produz exatamente a quantidade de petróleo que pode produzir e vender, e que o número não só está aumentando gradualmente, a tendência continuará se as empresas conseguirem encontrar novos mercados.

Após o início da operação militar na Ucrânia, os países ocidentais impuseram uma grande quantidade de sanções multissetoriais à Rússia, tornando o país o mais sancionado do mundo. A ruptura das cadeias de abastecimento fez subir os preços dos combustíveis e dos alimentos na Europa e na América do Norte.

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