Rússia diz que não há provas de sua ingerência na crise da Catalunha
A Rússia assegurou nesta quarta-feira que não existem provas de uma ingerência sua no processo de independência da Catalunha; o país qualificou as acusações de "histeria, atribuindo-as a problemas internos da Espanha; "Talvez isso se explique porque as capitais dos países de onde chegam essas acusações, seja Madri, seja Londres, não têm seus problemas internos plenamente resolvidos", disse o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em entrevista coletiva
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Agência Brasil
A Rússia assegurou nesta quarta-feira (15) que não existem provas de uma ingerência sua no processo de independência da Catalunha. O país qualificou as acusações de "histeria, atribuindo-as a problemas internos da Espanha. A informação é da Agência EFE.
"Talvez isso se explique porque as capitais dos países de onde chegam essas acusações, seja Madri, seja Londres, não têm seus problemas internos plenamente resolvidos", disse o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em entrevista coletiva.
Lavrov acrescentou que, "seguramente, essa histeria sensacionalista foi montada para distrair a atenção dos eleitores da incapacidade de resolver os problemas internos".
Quem também se pronunciou sobre as acusações à Rússia foi o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que afirmou que não existem provas dessa ação.
"Nem as autoridades espanholas, nem a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], nem os meios de comunicação apresentaram nenhum argumento que mereça atenção a favor dessas acusações, por isso consideramos infundadas as afirmações que parecem ser a continuação da mesma histeria que atualmente existe nos Estados Unidos e outros países", declarou Peskov aos jornalistas.
O ministro e o porta-voz do Kremlin reagiram assim depois que, na segunda-feira (13), o ministro de Relações Exteriores espanhol, Alfonso Dastis, informou no Conselho de Ministros da União Europeia, em Bruxelas, sobre a suposta ingerência russa na crise da Catalunha.
"Não nos consta formalmente que o governo russo esteja por trás disso, mas sabemos que esse tráfego vem de redes que têm seu ponto de propagação na Rússia", disse Dastis.
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