Rússia diz que está fazendo o possível para garantir o sucesso da missão da AIEA na usina nuclear de Zaporijia
Segundo porta-voz da Chancelaria, a missão da AIEA será "objetiva e profissional"
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TASS - A equipe da missão da AIEA está a caminho da Usina Nuclear de Zaporoijia, e a Rússia está fazendo o possível para garantir que a visita seja bem-sucedida e segura, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, durante uma entrevista na quarta-feira (31).
"De acordo com nossas informações, a equipe da agência está a caminho. Do lado russo, tudo o que é necessário está sendo feito e ainda mais. Estamos trabalhando nisso há três meses, negociando a viagem desde 3 de junho, assim como a inspeção, a composição da equipe, o tempo e o percurso, para que a missão, liderada pelo diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, planejada há três meses, pudesse finalmente acontecer e cumprir todos os seus objetivos na usina", disse.
A diplomata também lamentou que a ONU apenas promova seu “apoio” à missão da AIEA e não tenha pressa em admitir seus erros de cálculo anteriores.
"Esperamos que os representantes da agência, que devem chegar à usina em breve, possam examinar a situação no terreno e em todos os detalhes, para avaliar as consequências dos ataques desumanos ucranianos aos objetos e instalações do local, e para garantir que as informações fornecidas quase diariamente pelo lado russo sobre a situação cada vez mais perigosa no usina de Zaporijia e sobre as fontes dessas ameaças - ou seja, o regime de Kiev e suas forças - são totalmente verdadeiras ", especificou.
Segundo Zakharova, a Rússia prevê que a missão da AIEA será "objetiva e profissional", e essa é sua principal tarefa e objetivo.
"As tentativas do lado ucraniano de atrapalhar o progresso da missão internacional da AIEA, os ataques intensificados neste local e o uso de armas cada vez mais pesadas negam todas as declarações proferidas pelo regime [do presidente ucraniano Vladimir Zelensky] de que Kiev está supostamente interessada em uma visita bem-sucedida de Rafael Grossi', argumentou.
"Esperamos que os planos dos estrategistas ucranianos de mais uma vez obstruir a missão da AIEA não se concretizem, e que a missão aconteça. Um desenvolvimento diferente poderia ser visto como nada além de uma admissão de culpa pelo regime de Kiev", disse Zakharova.
A diplomata sublinhou que a presença da missão da AIEA na Central Nuclear de Zaporijia permitirá melhorar a situação e obrigar as forças ucranianas a "recuperar o juízo" e travar definitivamente o bombardeio da usina central e dos territórios adjacentes.
"Pedimos a todos os países, especialmente aqueles que têm influência direta sobre o regime de Kiev, que continuem exercendo essa influência e aumentem a pressão sobre as autoridades ucranianas, forçando-as a cair em si, a fim de acabar com essa ilegalidade e chantagem nuclear, e parar de aterrorizar o mundo inteiro, antes que ocorra uma catástrofe, que pode ter consequências muito sérias", concluiu Zakharova.
Na terça-feira, a missão da AIEA partiu de Viena e chegou a Kiev, onde a delegação se encontrou com o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky. Na quarta-feira, a comitiva da missão partiu de Kiev e seguiu para a usina nuclear.
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