Rússia derruba veto de venda de mísseis ao Irã

Presidente russo, Vladimir Putin, abriu caminho nesta segunda-feira a uma remessa de sistemas de mísseis ao Irã longamente adiada, e Moscou iniciou um programa de troca de petróleo por mercadorias com Teerã, mostrando a determinação do Kremlin em fortalecer laços econômicos com a República Islâmica

Presidente russo, Vladimir Putin, abriu caminho nesta segunda-feira a uma remessa de sistemas de mísseis ao Irã longamente adiada, e Moscou iniciou um programa de troca de petróleo por mercadorias com Teerã, mostrando a determinação do Kremlin em fortalecer laços econômicos com a República Islâmica
Presidente russo, Vladimir Putin, abriu caminho nesta segunda-feira a uma remessa de sistemas de mísseis ao Irã longamente adiada, e Moscou iniciou um programa de troca de petróleo por mercadorias com Teerã, mostrando a determinação do Kremlin em fortalecer laços econômicos com a República Islâmica (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, abriu caminho nesta segunda-feira a uma remessa de sistemas de mísseis ao Irã longamente adiada, e Moscou iniciou um programa de troca de petróleo por mercadorias com Teerã, mostrando a determinação do Kremlin em fortalecer laços econômicos com a República Islâmica.

As medidas vêm à tona logo após potências mundiais, entre elas a Rússia, chegarem a um acordo provisório com o Irã para frear o programa nuclear iraniano, e sinalizam que Moscou pode ter uma dianteira na corrida para se beneficiar de uma eventual suspensão das sanções impostas a Teerã.

O Kremlin declarou que Putin assinou um decreto cancelando uma proibição da própria Rússia para a entrega de sistemas de foguetes antimísseis S-300 ao Irã, o que remove um fator de tesão entre os dois países, surgido depois de Moscou ter cancelado um contrato correspondente em 2010 por pressão do Ocidente.

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Uma autoridade de alto escalão do governo disse em separado que a Rússia começou a fornecer grãos, equipamentos e materiais de construção ao Irã em troca de petróleo, como parte de um acordo de troca de bens e serviços.

Mais de um ano atrás, fontes declararam à Reuters que um pacto no valor de mais de 20 bilhões de dólares estava sendo discutido com Teerã e que implicaria na compra russa de 500 mil barris de petróleo iraniano por dia tendo como contrapartida equipamentos e bens da Rússia.

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Desde então, funcionários dos dois países emitiram comunicados contraditórios sobre a assinatura de um acordo de troca de bens e serviços, mas o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, deu a entender que um acerto já está sendo implementado.

"Queria chamar a atenção de vocês para o desenrolar do acordo de petróleo por mercadorias, que tem uma escala muito significativa", afirmou Ryabkov em uma reunião com membros da câmara baixa do Parlamento a respeito das conversas com o Irã.

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"Em troca de remessas de petróleo iraniano, estamos entregando certos produtos. Isto não é proibido ou limitado pelo regime atual de sanções", acrescentou.

Ele se recusou a dar maiores detalhes. O Ministério da Agricultura da Rússia tampouco quis comentar, e a pasta de Energia não respondeu de imediato a um pedido de comentários. O Irã não se pronunciou sobre o tema.

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A Rússia espera colher frutos econômicos e comerciais caso se finalize um acordo definitivo resultante do esboço obtido no início deste mês pelo Irã e o chamado P5+1: Estados Unidos, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Rússia e China.

As partes têm até o final de junho para delinear um acordo técnico detalhado, segundo o qual o Irã irá conter suas atividades nucleares e permitir o monitoramento internacional em troca da suspensão das sanções econômicas. Teerã negou que seu programa atômico tem como meta a construção de armas nucleares.

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