Rússia, de Putin, aposta mais na Ásia do que na Europa
Prova disso é a construção de um gigantesco duto para transportar óleo e gás para a região do Pacífico, em detrimento dos países europeus, grandes clientes dos russos
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Por Vladimir Soldatkin
MOSCOU (Reuters) - A Rússia concluiu seu maior projeto de infraestrutura desde a União Soviética, expandindo seu oleoduto ao leste até o oceano Pacífico, procurando conquistar uma fatia maior do mercado asiático.
Demorou 6 anos e mais de 25 bilhões de dólares para a empresa monopolista Transneft construir a via "East Siberia - Pacific Ocean" (ESPO) para o porto de Kozmino, onde havia formalmente uma ligação ferroviária.
Ao completar o quilômetro 4.200 (2,600 milhas) da linha, a Rússia criou uma poderosa alavanca para o óleo fluir sem interrupção de leste a oeste e vice-versa, enviando um sinal de alerta para a União Europeia, que é fortemente dependente do fornecimento de energia do ex-adversário desde a Guerra Fria.
A Transneft disse que o Japão comprou quase um terço das exportações da ESPO este ano, seguido pela China, com 24 por cento e os Estados Unidos, com 22 por cento.
O presidente Vladimir Putin exortou as companhias de petróleo e gás a aumentar sua participação no lucrativo mercado de energia asiático. É esperada a inauguração oficial do oleoduto pelo presidene russo nas primeiras horas de terça-feira.
"Isso nos dá a oportunidade de trabalhar de forma eficiente no mercado de mais rápido crescimento no mundo, no mercado da Ásia e Pacífico", disse Putin na semana passada.
O projeto tem sido o centro das atenções na Rússia desde o seu início e o ativista de oposição Alexei Navalny acusou a Transneft de um desfalque 4 bilhões de dólares ligado à construção do oleoduto.
A Transneft negou as acusações.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247