Rússia admite maior cooperação militar com Venezuela, mas descarta criação de bases no país

Embaixador russo considerou possível que os dois países intensifiquem sua cooperação militar ante um eventual aumento das pressões por parte dos EUA

Nicolás Maduro e Vladimir Putin
Nicolás Maduro e Vladimir Putin (Foto: Aleksei Druzhinin/Sputnik)


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Sputnik - O embaixador da Rússia na Venezuela, Sergei Melik-Bagdasarov, considerou possível que os dois países intensifiquem sua cooperação militar ante um eventual aumento das pressões por parte dos EUA.

"Sem dúvida", disse o diplomata neste sábado (22) em declarações ao canal de YouTube Soloviev Live quando perguntado se Caracas poderia, em caso de uma deterioração abrupta nas relações entre Rússia e EUA, encontrar não só uma forma política de apoio a Moscou, mas também uma forma técnico-militar.

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"Desde os primeiros momentos da histeria que aconteceu no Ocidente, nos EUA, depois das palavras do vice-chanceler Sergei Ryabkov, recebi chamadas de políticos e de membros do gabinete de ministros, eu encontrei-me com eles e eles me transmitiram o seu apoio inequívoco, e sem hesitações, uma vez que eles passaram e estão passando por tudo isso juntamente conosco", explicou Melik-Bagdasarov.

Respondendo à pergunta sobre formas concretas de cooperação militar, o embaixador observou que poderiam ser múltiplas.

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"A Venezuela tem uma infraestrutura portuária bastante desenvolvida. Aqui também há portos de águas profundas, há portos civis, há diversas bases da Marinha venezuelana. Aqui há tudo o que possa ser necessário", afirmou.

Ao mesmo tempo, o diplomata russo destacou que a Constituição da Venezuela proíbe a implantação de bases militares estrangeiras em território nacional.

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"Quanto a bases militares russas, a resposta é óbvia. Basta dar uma olhada na Constituição venezuelana, que diz explicitamente que no seu território não deve nem pode haver bases militares", explicou.

No início desta semana, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, indicou que na situação atual a Rússia pensa em como garantir a sua própria segurança, mas, no que diz respeito à possível implantação de infraestrutura militar russa em Cuba e na Venezuela, não se pode esquecer que se trata de países soberanos.

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