Rússia acusa Otan de usar crise da Ucrânia para se reforçar

Em nota, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia diz ainda que ao levantar recorrentemente "a crescente militarização da Rússia", a Otan pretende "justificar a sua utilidade no século 21"; segundo a diplomacia russa, a Organização, que acusa a Rússia de desrespeitar o direito internacional, também o desrespeitou nos casos de Kosovo e da Líbia

British Foreign Minister William Hague (rear L) sits next to U.S. Secretary of State John Kerry during a NATO-Ukraine commission meeting at NATO headquarters in Brussels April 1, 2014. NATO suspended all practical cooperation with Russia on Tuesday in pro
British Foreign Minister William Hague (rear L) sits next to U.S. Secretary of State John Kerry during a NATO-Ukraine commission meeting at NATO headquarters in Brussels April 1, 2014. NATO suspended all practical cooperation with Russia on Tuesday in pro (Foto: Gisele Federicce)


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Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil

O governo russo acusou nesta quinta-feira 10 a Organização do Tratado do Atlântico (Otan), aliança militar intergovernamental, de usar a crise na Ucrânia como pretexto para reforçar a aliança e justificar a sua existência.

"As incessantes acusações do secretário-geral [da Otan, Anders Fogh Rasmussen] convencem-nos de que a aliança pretende utilizar a crise na Ucrânia para consolidar as suas fileiras ante uma ameaça exterior inventada", disse, em nota, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

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No texto, o governo russo diz ainda que, ao levantar recorrentemente "a crescente militarização da Rússia", a Otan pretende "justificar a sua utilidade no século 21". De acordo com a Rússia, os gastos militares da Otan representam metade dos gastos militares mundiais e o orçamento russo para defesa é dez vezes menor que o da aliança.

Segundo a diplomacia russa, a Otan, que acusa a Rússia de desrespeitar o direito internacional, também o desrespeitou nos casos de Kosovo e da Líbia. "Agora, a aliança tenta atuar como grande defensora do direito, fazendo vista grossa às arbitrariedades das forças extremistas na Ucrânia que levam à cisão da sociedade", acrescentou o governo na nota, complementando que a Otan tenta se passar por um "clube de elite" com "legitimidade política peculiar", desconsiderando organismos internacionais como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual a Rússia faz parte como membro permanente.

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A Ucrânia acusa a Rússia de, após a anexação da Crimeia, tentar implementar um plano de desmembramento do país, apoiando grupos pró-russos nas principais cidades do Leste ucraniano e colocando tropas perto da fronteira entre os dois países.

*Com informações da Agência Lusa

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