Rovai: impeachments de Trump e Netanyahu podem desmontar governo Bolsonaro
O jornalista Renato Rovai relata que os dois grandes aliados de Bolsonaro, EUA e Israel, sofrem intensa instabilidade política; "no establishment já discute sem cerimônia o impeachment de Trump para este ano" e "Benjamim Netanyahu pode ser condenado em processo judicial por corrupção nos próximos dias"; "as quedas desses governantes ainda são hipóteses um tanto remotas. Mas já precisam estar no radar. E se avançarem podem significar uma enorme mudança nos destinos do mundo. E do Brasil", projeta o jornalista
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247 - Segundo avalia o jornalista Renato Rovai em seu blog, "não foi só a baixa participação popular na posse de Bolsonaro – que o GSI estimou em 115 mil pessoas e alguns veículos deram como número real (pausa para rir) – que teve pouco destaque na mídia em geral. Mas, principalmente, a baixíssima participação de delegações internacionais e de chefes de Estado no ato de transmissão do cargo".
"Os mais importantes líderes a participarem do ato foram Benjamim Netanyahu e Evo Morales. Trump mandou um twitter. Que foi tratado como um gol de placa num Maracanã lotado", aponta.
Para Rovai, "esse é um dado que deveria mostrar como começa internacionalmente".
"Mas há um outro elemento que pode fazer deste 2019 um ano ainda mais complicado para Bolsonaro. Avança a passos largos nos EUA a possibilidade de um processo de impeachment de Trump. Ele perde força entre seus aliados republicanos no Senado. E já não tem maioria na Câmara, onde os democratas têm mais deputados"
"Informações que o blogueiro recebeu de uma importante liderança política brasileira que esteve recentemente nos states é de que no establishment já discute sem cerimônia o impeachment para este ano. Trump teria perdido base social", relata Rovai.
"O outro grande aliado de Bolsonaro, Benjamim Netanyahu, também está na berlinda. Pode ser condenado em processo judicial por corrupção nos próximos dias e, pela lei de Israel, teria de renunciar ao cargo. Mas está se negando a isso e como escapatória tentando antecipar a eleição presidencial para abril. Um presidente em vias de ser condenado judicialmente por corrupção foi o grande astro da festa de Bolsonaro".
"As quedas desses governantes ainda são hipóteses um tanto remotas. Mas já precisam estar no radar. E se avançarem podem significar uma enorme mudança nos destinos do mundo. E do Brasil", projeta o jornalista
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