Rouhani: Irã não vai se curvar a "ameaças"

Irã e as potências mundiais não conseguirem chegar a um acordo em Genebra neste fim de semana para conter o programa nuclear; presidente iraniano disse que país não desistirá do que considera ser seu direito de enriquecer urânio

Irã e as potências mundiais não conseguirem chegar a um acordo em Genebra neste fim de semana para conter o programa nuclear; presidente iraniano disse que país não desistirá do que considera ser seu direito de enriquecer urânio
Irã e as potências mundiais não conseguirem chegar a um acordo em Genebra neste fim de semana para conter o programa nuclear; presidente iraniano disse que país não desistirá do que considera ser seu direito de enriquecer urânio (Foto: Roberta Namour)


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Por Marcus George
DUBAI, 10 Nov (Reuters) - O presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse neste domingo que o Irã não desistirá do que considera ser seu direito de enriquecer urânio e afirmou que a República Islâmica não vai se curvar a "ameaças" de ninguém, de acordo com a mídia iraniana.

Após o Irã e as potências mundiais não conseguirem chegar a um acordo em Genebra neste fim de semana para conter o programa nuclear iraniano, Rouhani declarou a parlamentares que o Irã havia dito a seus parceiros de negociação que "nós não vamos responder a qualquer ameaça, sanção, humilhação ou discriminação".

Ele não entrou em detalhes sobre a sua referência às ameaças contra o Irã, mas Israel, arqui-inimigo do Irã, se manifestou veementemente contra uma proposta de acordo que estava sendo discutida em Genebra.

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Apesar do fracasso das negociações, o Irã e as seis potências mundiais afirmaram que as diferenças tinham diminuído, um abrandamento que pode preocupar os iranianos de linha dura, e que retomarão o diálogo em 10 dias para tentar acabar com o impasse de uma década.

"A República Islâmica não curvou e não curvará a cabeça para ameaças de qualquer autoridade", disse ele em discurso na Assembleia Nacional, de acordo com a agência de notícias estudantil iraniana Isna.

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"Para nós, há linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas. Interesses nacionais são as nossas linhas vermelhas, que incluem os nossos direitos no âmbito da regulamentação internacional e o enriquecimento (de urânio) no Irã", disse ele.

Rouhani, que foi eleito em junho, lidera a iniciativa diplomática do Irã para travar um acordo nuclear que alivie as sanções econômicas severas impostas aos setores bancário e de petróleo da República Islâmica.

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